terça-feira, 21 de maio de 2013

Quem eu era, quem sou?

O que era antes, 
 deixei de ser 
o que hoje eu sou 
também não sei dizer, 
Há uma curva no caminho 
bem no instante que eu mudei 
com uma pena de passarinho 
um nome qualquer lá deixei... 
Me desfiz do colorido 
preto e branco é o vestido 
que tão longo, 
 os meus rastros apaguei... 
Se eu quiser voltar pra lá 
já não tem como voltar 
eu não olhei para trás 
de frio sofri demais... 
Agora tudo é passado 
e ainda que tão estranho, 
fora de felicidade 
e no vai e vem da verdade 
já não me pertence mais...



 .

terça-feira, 14 de maio de 2013

Se existe,onde está?

 
Não creio haver algum lugar 
que não exista uma criança, 
uma luz de esperança, 
que não conforte o coração; 
que não exista um ninho, 
uma estrela, um caminho, 
nas glórias da Criação... 

 Horas que passam ligeiras, 
deslizam nas cachoeiras, 
corre o mundo em vastidão, 
pois que no mais simples lugar 
uma estrela maior se levanta
a iluminar a escuridão... 

Será que esse lugar existe 
que não tenha uma flor, 
ainda que no cerrado, 
sugerindo-nos, o amor? 
Como tal, 
nas veredas do caminho, 
um andarilho, um velhinho, 
precisado de carinho, sozinho 
 com sua dor... 

 E porque tanto egoísmo 
sofrer como se únicos? 
réstias de sol, chuviscos, 
para todos tem no mundo... 

 Sejamos grato à vida 
pelas bênçãos da criação, 
antes de qualquer lamúria 
lembremos da oração...



 

sábado, 4 de maio de 2013

Balaio mas não caio

 
 Eu "Balaio" mas não caio 
remoinhos que me chegam, 
a exercício de trabalho 
em causa, o meu ensaio... 

 Vejo, percebo e quão sinto 
tudo o que me rodeia 
em tempo, bússola era norte 
nas voltas se fez em sorte 
e hoje me desnorteia... 

O Sol não me cega os olhos, 
a sombra nada declara, 
no desvio da estrada 
onde deixei as pegadas... 

 Por que dessa sensação 
Que não consigo entender 
perdida de mim, sem noção, 
Sem sentido de viver... 

Ofertei a liberdade 
mas na mesma não liberto 
pois que a dor da saudade 
é chaga a céu aberto... 

 Eu balaio mas não caio 
Por oferenda da sorte, 
irônicas são minhas perdas, 
quero norte e não ser forte...