quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

É de minha natureza...

Não me subestimes tanto,
posso parecer uma paragem
como posso ser um avanço
e se nada sabes,
não julgues o meu pranto,
posso ser chuva suave
ou tempestades aos solavancos...
Também não faças caso do meu riso
pode ser reação em desvario,
pelas causas tão contrárias
dum suposto paraíso...
Paciência, respeite o meu silício
pois que também padeço de mazelas
vezes, pra se ter o que se espera,
antes é preciso o sacrifício...
Não queiras infligir a minha lei
no improviso, com agressão,
posso ser um fogo em frio,
a queimar em mesma condição...
Creia-me e observe
nem tão dura, nem tão leve,
variante na estação
pelos dias as vezes fria,
nas noites um pleno verão...
N'alguns momentos sou estrela
a divagar na imensidão
d'outras sem eira nem beira
perdida na escuridão...
Do meu dentro pouco entendo
um vozerio em confusão
são lavas queimando o peito
a explodir um vulcão...
Tenho sim, muito amor e paixão,
de tudo, somente um pouco
mas esse pouco é meu tudo
e da lei, o meu sufoco...
Se o destino é meritório,
ou qualquer coisa que pareça,
não me julgues sem que eu mereça
e jamais esqueça:
mesmo em meio às diferenças,
somos todos NATUREZA...