quinta-feira, 11 de julho de 2013

Impressionismo

Era uma mulher de capa amarela 
De resto eu não sei contar, 
mas que fez toda uma diferença, 
sem misturas a enganar... 
Pateticamente mórbida, 
uma incógnita, frente ao olhar 
e quem por ali passasse, 
nada tinha a decifrar... 
Seu nome, ninguém sabia, 
nem nunca ouvira falar, 
sequer algum trocadilho 
tinha aquela simetria 
moldada de curvas 
que nem o tempo, 
tinha o por quê de registrar... 
O cronômetro não lidava 
e impressões não se tinham 
porém, parecia de verdade 
aquela figura sem linhas... 
Até que um toque se ouviu 
de um tal Senhor chamado, 
no dito que era passado... 
E nada mais vi, daquele museu, 
porque ali fiquei extenso num tempo, 
que não era meu 
e o que ninguém viu, 
foi quando ela levantou 
e de lá saiu....