quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Fim

Histórias que já não conto
porque no passado as deixei,
cobri com um manto e pronto
passando, ultrapassei...



Deixando aqui o meu novo endereço, pois que haverei de continuar. Quem sabe se em novo sistema
de todo não valha a pena, prosseguir sempre sem desanimar.

sábado, 14 de setembro de 2013

O meio Fim de uma história

Pelo tempo vamos seguindo 
dando saltos nas etapas 
entre distâncias de paradas 
Sorvendo, fluindo... 
N’algum lugar estancamos, 
vivendo d'um instante único 
no que nos parece glamouroso 
até a passagem de um vento 
varrendo tudo, 
em renovadas mudanças, 
e o barraco balança, 
se desfaz na andança 
E a gente tem que se ir... 
Vezes, assemelha-se a um ponto, 
a gente tenta discernir, 
e de jeito meio tonto, 
se aguenta mais um pouco 
e desiste de partir... 
Até vir um vento mais forte 
Seja do Sul ou do Norte, 
não importa, 
fato é a hora de ir embora, 
poucas coisas na sacola 
vamos lá e sem apego, 
sozinho, sem nenhum sujeito 
que não saiba do amor perfeito... 
Mudança de fase, 
estágio cumprido, o fim! 
Ainda que a mim 
se pareça em desmedida, 
em outro lugar me viro 
replantando um novo jardim... 

 Meus amigos, Foi muito bom reviver com cada um de vocês, o momento de estágio, pelo fim que a cada um de nós foi proposto. Mas pelo tempo tão incerto, procuro fazer o que penso está certo, pois que tudo tem um fim ou que seja uma pausa, para num próximo lugar recomeçar... no PALAVRAS E POEMAS, creio haver encerrado... Meu haver no instante, em novo recomeço, o de novas páginas. Logo haverei de me identificar, para os que a mim me fazem tão bem nesse tempo diferente onde em mesmo nas escritas, atesto que não sou ninguém senão um pássaro cantante, fluindo além do que seja conhecido e jamais chegado por alguém... 
 Abraços em cada um e obrigado por estarem aqui...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Na Madrugada

É no seio da madrugada 
que há pensamentos soprados 
quando tudo está fechado, 
sem entrada para os ratos...

 Bem no meio da madruga 
que então vejo retratos, 
observo negativos 
no obscuro do meu quarto... 

 E no fim da madrugada 
adormeço no entanto, 
quando o dia dá as claras 
e dos pássaros ouço o canto... 

 Em vista da matutina 
ouço o relógio soprano, 
depressa levanta a menina, 
sem ela e ainda sonhando...





terça-feira, 16 de julho de 2013

Gente

As armas que temos inapropriadas para uso e delas não desfazemos. Andamos vestidos de EU, esquecidos de que no mundo não somos únicos. Viventes de um território apache, prontos para revanche ao menor ataque, ainda que os tiros não tenham como alvo a pessoa de nós. E tudo porque a consciência faz o atrativo a sermos atingidos. A gente ouve uma conversa lá meio sem noção, pegada de carona por entre vãos e confunde como um palavrão, pega no ar uma sílaba mal ouvida, não muito clara e pensa ter ouvido o nome que se nos declara. A gente ouve falar de palhaço e já se vê no circo em malabarismo meio desgovernado e se perturba a achar que estamos certos, sem admitir estarmos errados. Nem mais aguentamos um sol de meio dia e sob ele adentramos a se queimar. Somos mesmo engraçados, nunca ajeitados na poltrona de espera, olhar atento e ouvidos ligados e quando vem o atendimento, já tão desgastados, não ouvimos com atenção as coisas que nos chegam, porque jaz atormentados. Somos assim, aquele fogo que balança num pavio de vela e ao menor vento a gente nem se vê, quando então apagados. A gente não vive da oportunidade de cada momento e sim um ponto confuso, morto e sem ação, pensamos um dia na hora da partida, quando sem saber partidos estamos, quebrados e sem emoção. A gente é gente, mas não vê a gente que está as voltas de nós, colocando de qualquer jeito um invisível à frente, no meio da voz e conversa com ele displicente como que bafejando uma dispneia, como se cansados de correr atrás do que não se sabe, o quê? Pensamos que vivemos, sem saber viver, temos um vide bula, mas somente reparamos após digerido o mal a efeito de causa. Dizemos viver esquecidos, que a idade confiscou a memória, mas não nos damos conta, que apenas não registramos uma e outra informação, porque ligados estamos em outra questão, batendo em tecla permanente, uma só nota, estribilhando canção... É de fato somos palhaços de nós mesmos, sem percebermos ridículos pelas nossas ações, o que deveríamos até achar graça e se fazer em riso a situação, porque a viagem é de pura adrenalina, todo o desconhecido é desafio ao que nos subestima. Somos capazes das viradas, mas temos medo de errar esquecidos que tudo é um parque, cujos brinquedos se nos despontam para leva-los na maciota ou faze-los sérios demais e o que importa, senão risos, relaxar os neurônios sem pensar em riscos, como uma tintura nos cabelos e tão cedo não esbranquiçar. A vida de fato é muito engraçada e há que se saber levar, pois que os autores somos nós e no momento da partida, apenas teremos que assinar, pois que foi assim que a fizemos, o novelo que desenrolamos, apressados ou pacientes, foi assim e não temos o porquê de reclamar...






quinta-feira, 11 de julho de 2013

Impressionismo

Era uma mulher de capa amarela 
De resto eu não sei contar, 
mas que fez toda uma diferença, 
sem misturas a enganar... 
Pateticamente mórbida, 
uma incógnita, frente ao olhar 
e quem por ali passasse, 
nada tinha a decifrar... 
Seu nome, ninguém sabia, 
nem nunca ouvira falar, 
sequer algum trocadilho 
tinha aquela simetria 
moldada de curvas 
que nem o tempo, 
tinha o por quê de registrar... 
O cronômetro não lidava 
e impressões não se tinham 
porém, parecia de verdade 
aquela figura sem linhas... 
Até que um toque se ouviu 
de um tal Senhor chamado, 
no dito que era passado... 
E nada mais vi, daquele museu, 
porque ali fiquei extenso num tempo, 
que não era meu 
e o que ninguém viu, 
foi quando ela levantou 
e de lá saiu....




sexta-feira, 5 de julho de 2013

(IM)Paciência...

Paciência mudou de nome, 
 de cara e de costume 
e também de lugar, 
uma boa mudada no visu 
mandando tudo ir as "favas" 
e sem ter porque voltar. 
Paciência se cansa da espera 
sempre apressada 
porque o tempo urge, 
palavras já não dizem nada, 
e todo distante é vislumbre... 
Paciência ensejas linhas retas, 
pois as curvas são indecisas, 
que a estrada esteja aberta, 
estreituras não arrisca... 
O tempo da paciência, 
por vezes é hora contada, 
nos clic's da consciência 
a espera é limitada...





quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tim Tim à Vida!

Um brinde a todas as incertezas, 
das razões em faz de conta, 
vida tonta de pobreza... 
Um brinde ao que parece ser, 
mas não é, 
às alegrias irreais, 
simuladas de até... 
Um brinde aos anormais 
quando a normalidade é uma farsa 
aos que se largam aos vendavais... 
Um brinde de absinto 
e a outras drogas mais, 
a brevidade dos sorrisos, 
com seus valores bestiais... 
Um brinde às verdades primitivas 
aos Donald’s e as Margaridas, 
sendo a vida feita de quadrinhos, 
conta-gotas de pouquinhos... 
Um brinde aos escritos do poema, 
quão tudo em verdade, 
são mentiras 
e de mim, 
a mentira é só um tema...





quarta-feira, 19 de junho de 2013

Inacessível

 
 Pelo interesse da procura, 
aviso que inacessível 
se for de caso a vontade, 
direcione o olhar, a qualquer lugar 
e assim quem sabe, 
não esteja eu no invisível... 

 Não estou e talvez nem sou 
porque acho que já fui, 
pois que parecia-me ter sido 
o dia bem vindo...
Agora, meu íntimo requer paz 
onde melhor eu me sinto... 

 Meu tempo, metamorfose 
lugar sempre em transporte 
e qualquer visão semelhante 
Não é sósia, 
é aparência da sorte... 

 Se de mim nada se sabe, 
sequer me reconhece, 
deixe que eu fale de mim: 
Sou o nulo dos esquecidos, 
efeito de abandono, último suspiro, 
a estampa do fim...



 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Tropeços

 
A nossa estrada foi encruzilhada 
quando um dia a gente tropeçou, 
no centro demos uma rodada, 
nossos caminhos então se misturou... 

 Se foi percurso não determinado, 
não estou certa quanto essa virada, 
não sei você, mas eu sou andarilha, 
qualquer estrada pode ser jornada... 

 Meu voo é rasteiro, pois não sei voar, 
num tempo aqui ou em qualquer lugar, 
não sei se sorte, minha casa é divagante, 
o céu é meu teto e as luzes, estrelar... 

 Eu acreditei e desenhei num pano, 
riscos e rabiscos como se um mapa, 
não imaginei haver qualquer engano, 
e no entanto, tudo deu em nada... 

 Ó Deus, somente tu sois testemunho, 
das coisas que eu tanto desejei, 
horas aflitas com meus remoinhos, 
sacrossanto amor que eu juramentei...

    

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Silêncio

 
 Já nada mais eu falo, 
a cada dia viva no silêncio, 
poucos ditos, os mais precisos 
dores minhas que não venço... 

 Estou ligada na escuta, 
capitando ideias, fluindo ventos, 
as mais necessárias venturas, 
levo a reflexão do pensamento... 

 Falando pouco, pensando mais, 
buscando entender as reprimendas, 
na andança disfarço meus ais 
recebendo dos céus as oferendas... 

 Percebo a cada dia a mudança 
do que eu era, hoje não mais, 
um lado meu, conserva a criança 
o outro, sabatinas celestiais... 

 Ninguém acredita e que importa 
se no tempo agora me liberto, 
o de mim é porta sempre aberta, 
sob a luz do amor, em céu aberto...




.

sábado, 1 de junho de 2013

Remendos...

Bem sei da costura 
onde se faz o remendo, 
ponto, por ponto 
em que a linha dá nó, 
a teima do avanço, 
no rasgo do pano, 
puído de pó... 
A emenda na calça, 
não dá margem ao sentido, 
o linho é grosseiro, 
floral é o vestido... 
O Cetim é de gala, 
e o xadrez, é alternativo...





 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Quem eu era, quem sou?

O que era antes, 
 deixei de ser 
o que hoje eu sou 
também não sei dizer, 
Há uma curva no caminho 
bem no instante que eu mudei 
com uma pena de passarinho 
um nome qualquer lá deixei... 
Me desfiz do colorido 
preto e branco é o vestido 
que tão longo, 
 os meus rastros apaguei... 
Se eu quiser voltar pra lá 
já não tem como voltar 
eu não olhei para trás 
de frio sofri demais... 
Agora tudo é passado 
e ainda que tão estranho, 
fora de felicidade 
e no vai e vem da verdade 
já não me pertence mais...



 .

terça-feira, 14 de maio de 2013

Se existe,onde está?

 
Não creio haver algum lugar 
que não exista uma criança, 
uma luz de esperança, 
que não conforte o coração; 
que não exista um ninho, 
uma estrela, um caminho, 
nas glórias da Criação... 

 Horas que passam ligeiras, 
deslizam nas cachoeiras, 
corre o mundo em vastidão, 
pois que no mais simples lugar 
uma estrela maior se levanta
a iluminar a escuridão... 

Será que esse lugar existe 
que não tenha uma flor, 
ainda que no cerrado, 
sugerindo-nos, o amor? 
Como tal, 
nas veredas do caminho, 
um andarilho, um velhinho, 
precisado de carinho, sozinho 
 com sua dor... 

 E porque tanto egoísmo 
sofrer como se únicos? 
réstias de sol, chuviscos, 
para todos tem no mundo... 

 Sejamos grato à vida 
pelas bênçãos da criação, 
antes de qualquer lamúria 
lembremos da oração...



 

sábado, 4 de maio de 2013

Balaio mas não caio

 
 Eu "Balaio" mas não caio 
remoinhos que me chegam, 
a exercício de trabalho 
em causa, o meu ensaio... 

 Vejo, percebo e quão sinto 
tudo o que me rodeia 
em tempo, bússola era norte 
nas voltas se fez em sorte 
e hoje me desnorteia... 

O Sol não me cega os olhos, 
a sombra nada declara, 
no desvio da estrada 
onde deixei as pegadas... 

 Por que dessa sensação 
Que não consigo entender 
perdida de mim, sem noção, 
Sem sentido de viver... 

Ofertei a liberdade 
mas na mesma não liberto 
pois que a dor da saudade 
é chaga a céu aberto... 

 Eu balaio mas não caio 
Por oferenda da sorte, 
irônicas são minhas perdas, 
quero norte e não ser forte...




terça-feira, 16 de abril de 2013

Creia menino!

 
 Segue menino, te solta 
faça em mesmo rodopios 
como se fosse um pião, 
verás o mundo rodar, 
nas trocas da imaginação... 
Se como filho do vento, 
não repise pensamentos, 
deixa a ideia soprar, 
avança para outro tempo, 
há muito o que reinventar... 
As negativas guardadas,
 revelam fotografias, 
amareladas, por nada, 
das causas porque se cria... 
Reparas que em cada segundo 
verso novo se recria, 
o centro por tal é fonte, 
contornos reciclam os dias... 
 O peso por sobre o dorso, 
é da sacola vadia, 
nada mais que cacarecos, 
estúpidas melancolias... 
Vai!... 
Faz das mazelas sua bola 
sem mira chuta à gol 
nos pés, os calos são glórias 
superação é louvor 
 Creia menino!
 És um fruto de amor 
e quando julgares sozinho 
veja que em mesmo caminho,
alguém sofre em mesma dor...



*Para alguém em que nunca deixarei
de acreditar...

 .

terça-feira, 2 de abril de 2013

Broto primeiro...

 
Não há nada que detenha 
a sombra pueril que não se revela,
por vezes parece uma rosa 
que o vento não balança 
no peitoril da janela... 
Outras vezes entre ondas 
que não se cansam, 
intemporais, variáveis de rondas 
ela, habilitada pra guerra, 
arrogância que impera... 
Ah essa rosa, rosa essa 
que não alcanço 
que sede te posso matar, 
acorda, sai desse sono, 
há vidas do lado de cá, 
não sentes o próprio perfume, 
águas, águas para inspirar... 
Sinta, broto primeiro
o céu risonho
e ouve a voz do coração, 
fertiliza a vossa terra
cumpra a contento a missão...

 


quarta-feira, 6 de março de 2013

Procure entender

Procure entender
ainda que te possa parecer
um fato ambíguo
estando perto ou distante,
acredite, estou contigo...
Procure entender,
quando o amor te parecer
assim tão diferente,
é amor saudável e não doente
sendo livre para amar
a toda gente...
Procure entender
esse meu viver assim tristonho
e tão contente
é do árbitro macular todos
meus sonhos
e por disfarces eu cantar
alegremente...
Procure entender,
quando vezes
em desalento vou a extravio
é do tempo o naufrágio
e eu sinto frio...
E agora creia-me,
creia-me por favor,
senão tiveres do amor descrente
entenda que te amarei,
Eternamente...