domingo, 26 de agosto de 2012

Quero-Quero

Quero escrever sem freio 
desenrolar o novelo, 
esmagar o medo, 
 até sangrar os dedos... 

 Quero botar tudo pra fora 
preenchendo cada linha 
do que de mim transborda 
a esgotar essa memória...   

Quero ventilar essa mente 
dar em soltas as ligeirices 
acordar o que está dormente 
sem danos e sem mesmices... 

 E que não falte a tinta na tela 
o bem-te-vi do quero-quero, 
o vivo noturno com olhar de rapina 
e na pauta o THE END que espero...





Li@petitto

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Equidistantes

Não foi miragem ou quimera
 filme dum tempo passar
cenas que se repetem
da primavera surgindo
à outonal abraçar...
Um azul de riso lindo,
na manhã de Sol se abrindo
dum jardineiro a cantar...
E a rosa temporã
na primavera em chegada,
copiosa de calor
logo se desabrochara,
pareceu coisa de eclípse
sol e lua a se moldar...
Não, não é fruto de utopia
o universo a comungar,
como nada impossível
quando o Sol partiu Solstício
sem saber quando voltar...
A natureza revela
canções além da janela,
vento trás por inspirar,
suprasumos equidistantes
anseios de amor pensantes
são giros a se anelar...





sábado, 4 de agosto de 2012

Refluxos

Grilos demais em tampouco sereno
fazendo barulho, de jeito estranho
algo que não traduzo,
porque já não meço em números tamanho.
Serão trocadilhos de indos e vindos,
por fora, por dentro, rangendo vestígios.
Talvez borboletas soluçam operetas
em loucas facetas a morrer de rir,
pelos contos de fadas, histórias encantadas,
a menina acordada sem querer dormir...
Tem escuro no medo,
um fio de enredo malogrado no peito,
uma rústica fria em tino sombrio,
e nenhuma boêmia...
E das coisas tão soltas revestidas de lunas,
a rua era nua e tão nua, era Lua...