domingo, 22 de abril de 2012

Alma gêmea

Alma gêmea de ventura
perdoa-me em ser tão inútil
e não poder te assistir,
queria fosse eu tua madrinha
alhures a qualquer linha
ao teu conforto me ir...

Não estarias assim sozinho
nem eu,  perdida no caminho
penúria do nosso existir...

Dessa angústia em agonia
em mesmo penar eu diria, sangro
ao afogar esse meu peito
em charcos de prantos...

Ah fosse nós, como quisera
neste instante não ser quimera
cirgirmo-nos em tanto amor,
seria luz em nova era
a aliança sem mais espera
a compressar toda essa dor...

(Livinha)
 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Silêncio, mais que mil palavras...

Penso que terei de me esconder,
mas prometo ficar com meus ouvidos atentos,
para ouvir os chamados
e jamais permitir que a minha voz
venha desordenar tímpanos inflamados...
Sim, eu preciso me esconder,
para não jogar as falas de qualquer jeito
como se fosse um desabafo
e não serem deturpadas como algo que não faço...
Eu só sinto que depois de agir assim
venha a ser mal compreendida,
ao julgo de estar ausente,
por não querer ninguém perto de mim...
Que o silêncio me valha mais que mil palavras
e que as caras compreendam que o meu amor,
não tem que estar somente nas horas sancionadas,
mas também nas horas de reprovas,
as mais necessárias...