terça-feira, 14 de agosto de 2012

Equidistantes

Não foi miragem ou quimera
 filme dum tempo passar
cenas que se repetem
da primavera surgindo
à outonal abraçar...
Um azul de riso lindo,
na manhã de Sol se abrindo
dum jardineiro a cantar...
E a rosa temporã
na primavera em chegada,
copiosa de calor
logo se desabrochara,
pareceu coisa de eclípse
sol e lua a se moldar...
Não, não é fruto de utopia
o universo a comungar,
como nada impossível
quando o Sol partiu Solstício
sem saber quando voltar...
A natureza revela
canções além da janela,
vento trás por inspirar,
suprasumos equidistantes
anseios de amor pensantes
são giros a se anelar...