domingo, 18 de março de 2012

Espelhos da'lma...

Oh alma, como queria ver
o teu rosto,
o que não conheço, o original,
o que no espelho eu vejo,
é o meu e não o teu, o temporal...
O que sei é dos teus feitos,
os defeitos e virtudes,
mas da tua cara nua,
desconheço e me desculpe...
És eterna viajante, a antiga secular
penso até semblante rude,
nas trocentas ida e voltas
para lá e para cá...
Tua moda é a genética sem poder
de dialética para saber explicar,
porque sois desmemorada,
das tuas páginas viradas,
que já não sabes contar...
Nossas falas tem "eumismos"
dois bicudos que se bicam,
jeito engraçado da oposição,
é de mim a tua cara nessa andança
de agora e então?...
Que respostas falarão dos mistérios
que não sei nesse meu encafifar,
a te crer em transparência,
razões de causas precisas no
tempo a se depurar...
E as que hoje orbitam o espaço,
almas sem rostos, sem traços,
serão Luz a se perpetuar?...

Livinha