quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A vida é surpreendente...

Disseram-me, que lá na frente  do caminho,
estaria alguém um dia, a me esperar
debochei, caí no riso, ha! ha!
mentira, encontro marcado não há...

Disseram também, que o amor
acontece e que não tem como escapar
sorri de novo, ha! ha!
em casa, ninguém me achará?

E blá, blá, blá, continuaram a dizer
foi então que fiquei brava,
é difícil acontecer, quando um
não quer, dois não abraçam...

Arriscaram então um palpite
tipo aqueles de censuras
que língua nenhuma tem osso
e a vida, é surpreendente ventura...

Por fim, dei um basta na conversa,
buscando trocar de caminho,
tranquei a vida e sem festa
aconcheguei-me no ninho...

Meu coração estava partido
e eu tinha vermelhos retalhos
refaria uma outra metade
seria assim, o meu atalho...

O âmago em charco, quão doía
e ao Sol, pelos dias o secava,
mas nas noites frias não dormia
no meu leito ele sangrava...

Certo dia em meu caminho,
encontrei pegadas no chão,
estava triste e sozinha,
querendo um abraço de irmão...

Deparei-me com um andarilho
com sua metade na mão,
sorrindo, colou sua parte a minha
e nos dividimos em um só coração...

Livinha