sábado, 21 de janeiro de 2012

Não, eu não pensava...

Eu não pensava em crescer,
queria ser grande apenas
sem perder coisas pequenas,
as tamanhas da pureza...
Coisas de minhas lembranças,
ondas, espraiando danças,
prateando a natureza...
Tudo era colorido, raios de sol
douravam sorrisos, cantos
das águas "chuavam" bemol...
Saudades de um dia,
da infância tão querida
que os anos deixaram por lá...
Quisera pudesse agora,
voltar no tempo em memória,
minha menina buscar
sem mais razões a chorar,
passado que é minha criança,
sorrindo sempre a brincar...
Ah, doce infância querida
como gosto de você,
horas boas, bem vividas que
eu não pensava em crescer, 
e agora, nesse meu jeito disperso,
sem nada poder fazer...
Nostalgia é ferida, por vezes
vem pra doer...

Livinha