sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz 2012!!!

Meus queridos amigos

Queria ter aqui chegado antes mesmo do natal, mas assim não me foi possível, quando o tempo tão surpreendente mantém o controle de tudo e nunca sabemos como será o amanhã... Pois é, fui aplaudida pela mudança a um novo ninho, que recebi como de belém, saindo do aluguel em conquista à casa própria e tudo aconteceu tão de repente, que me mantive ocupada todo esse tempo em véspera de festa e por aqui não pude estar... Então me coloquei a pensar: Como agradecer aos meus amigos que por aqui deixaram suas palavras de carinho, ensejados de um feliz natal e a eles, não tive a disponibilidade de corresponder? e para minha indagação, uma outra pergunta me saltou a lembrança, um algo que me pudesse justificar, a falta cometida... O que é o natal? se não a chegada de uma estrela, uma luz em vida a nos direcionar a paz, o amor nas boas aventuranças e, se cada noite é prenúncio de um novo dia, que seja assim então em cada nova aurora, a chegada de um natal...
O nosso planeta é uma roda gigante, um carrossel e quantas estrelas não despontam no céu fulgurantes a nos aclarar na escuridão? São os anjos em vida chegando, milhões deles pelo mundo, falando de amor no coração, retratando a chegada da esperança para os novos dias que virão... E o novo, vai tomando seu lugar na chamativa da atenção, enquanto o velho se aquieta taciturno, folheando o livro do que foi ficando para trás... Pensa, medita, tenta de alguma forma completar o inacabado, para que não lhes fique pendências... Observa as reticências, sorri perante as vírgulas que lhe soaram pelos dias como amarelinhas a saltitarem em suas alternartivas, ou somativas que sejam... Pauseia nos dois pontos, nas interrogativas e compreende o que anteriormente lhe parecia tão obscuro a extasiar nas exclamações, o que lhe foi novo um dia a espanto e, se entrega às reflexões...
Então... O que será o Natal senão o renascimento, a retrospectiva em preparo para a renovação... Um capítulo a se fechar, outro a se abrir, o salto para nova estrada, nas promessas a se cumprirem... A oportunidade de recomeçar no anseio de reparação, o querer esquecer das tristezas passadas, a alegria contada e a boa disposição...

Estou pedindo ao bom Jesus
nova partida no mês de janeiro
que eu faça um ano diferente
abraçando a toda gente,
sem tanto apego aos meus
exageros...

Estou pedindo ao bom Jesus
que eu siga confiante
junto ao tempo, mês a mês
sabendo viver os dias, sem desânimo
ou agonia, mas um de cada vez

Estou pedindo ao bom Jesus
que eu de nada descreia perante
alguma derrota,
que eu tenha forças para juntar
os pedaços, reconstruindo a nau
sem me perder da rota...

Estou pedindo ao bom Jesus
Que eu não me faça impune
diante dos meus erros,
e ao mesmo tempo, me dê ao
direito de errar e uma nova
chance de recomeçar...

Estou pedindo ao bom Jesus,
que eu me reconheça nas estrelas
sem de nada reclamar,
que eu bendiga ao Pai a alegria
grata a ele pelo meu olhar...

Estou pedindo ao bom Jesus
que por cada momento de tristeza
eu também saiba agradecer,
pois que ela me ajuda a crescer...

Estou pedindo ao bom Jesus
que eu não chame em vão o Seu Nome,
que eu antes me lembre do frio e
da fome, que tantos estão a passar,
mas que eu peça por eles,
para do meu egoismo me livrar...

Estou pedindo ao bom Jesus
que eu pense mais, antes de cada
feito, usando um mínimo de sensatez,
a compreender o mundo no seu jeito...

Estou pedindo a meu Deus
Que cada tim tim em brinde ao
novo ano, que os sons sejam
gravados nas memórias, na divisão
do vinho e do pão a tantos irmãos,
bem como a exemplo de Jesus em
sua glória...

FELIZ 2012!!
Que a paz de Jesus esteja
com cada um de vocês e obrigado pelo
carinho da sua presença, por todo
o ano em que estiveram comigo, na
reciprocidade de ser...

Livinha

domingo, 4 de dezembro de 2011

A chuva e Eu...

Eu só quero um banho de chuva,
a ficar em sopa,
desfazendo cada vinco,
escorreita em minhas curvas
limpa, das manchas loucas
que a mim macula...
Eu só quero me livrar de tanto agito,
sair nas ruas, soltar os meus gritos
e que se danem ouvidos outros
que no brando, não me escutam...
Eu só preciso concluir o meu texto,
em parágrafo único,
que importam os contextos se
ninguém entende,
então que eu seja um ponto...
Eu não quero mais falar, nem
ouvir, sequer pensar,
quero só a outra asa, a que me
falta, e voar...
Que os chamados, não me alcancem,
que as travas se arrebentem e me
liberte a nudez, mistura fina do meu
sangue...
Eu quero mais é brincar de chuva,
contar as luas e renovar...

Livinha