sábado, 27 de agosto de 2011

Ósculos de estrelas

A inspiração chega como vento que balança as saias do coqueiro
como por vezez, somos inspirados a dança, nas noites dum seresteiro...
Assim me veio a inspiração na pintura em destaque, sentimento artistico do
amigo Kimbanda blog: Serra da Leba http://serra-da-leba.blogspot.com/
O que agradeço ainda ao amigo, o disponibilizar da imagem a minha postagem.


Aos amigos a dica: Visitem!
Quão estrelas reluzentes há no
seio da amplidão,
são no breu bocas em segredos
fogos de beijos, paixão...
Ósculos em mudos lampejos
envoltos por imos segredos,
enredados corações,
aos encantos dos desejos,
espocando-se em borbotões...

Assim o universo conclama
inspirações aos poetas
ser o amor a luz perene quanto
o céu abraça a terra
E a natura manisfesta, louva
en[cantos] o criador
nas arestas o horizonte
tintas no breu dá-se em cor
quão Suprema existência,
somos filhos do amor...


Lívinha


domingo, 21 de agosto de 2011

Presilhas...

Indos e vindos,
sensações de procuras
achados e perdidos...
vontades muitas, sentidos
me assuntam em véus de brumas...
Quero ir, presilha nos pés
que não arrasto e me contra arrastam
caminhos áridos...
Cantoneiras salsam, terra não
suga, enchem o vazio, me inundam...
Com o peso nas mãos, tento o passo,
não deixo rastros...
Se não há poeira, o tempo parado
não me abro, as falas não dissipam,
comigo ficam e o silêncio funde
expectativas...
A natureza sente, se comove e esfria
e me leva a deriva,
pede que eu durma e me faz lembrar
que amanhã é outro dia...

Livinha

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Xô mágoa!

Xô mágoa! Segue embora,
eu já dei o meu perdão,
por mim seria loucura
alimentar tua ingratidão...
Não bata mais a minha porta,
as ondas são passageiras
esculpidas em geleiras
e as lembranças estão mortas...
Se o teu nome é passado,
o que passou, não tem volta
o antes, é estrada tortuosa
que o olhar já não alcança...
Os meus passos, seguem a frente
o horizonte me conforta
caminheira livremente
e o que passou, não mais
me importa...


Livinha




sábado, 13 de agosto de 2011

Pai...


Parabéns a você que é Pai!
Pai...
Pode ser que eu nunca tenha
compreendido o teu jeito meio aflito
de nossas eras passadas,
penso até que já tenhas esquecido,
aquele tempo sofrido, hoje em tua mente
cansada...
Um teu sofrer diluído de mágoas, de
sorrisos tão poucos e minha mãe ao teu
lado, te acalmando o sufoco...
Sonhos desfeitos, outros de anseios,
"responsas" em devaneios...
Hoje me alonguei o pensar, algo a
justificar a razão de ser um PAI,
afinal, dizer que as mães são Marias,
santíssimas do amor em abraços de paz?...
E tu meu Pai, quem sois?
Quando ao tempo foste um simples
peregrino, inspirado pelo amor,
o princípio em providência,
encargo instituidor...
Meu pai amigo, és de Deus o assessor
e como filho mais velho, dos teus filhos
o condutor, na doutrina de tua lida,
a família construida, a legado um fundador...
Te vejo hoje diferente da forma como eu
te via, lembrando teus feitos docentes,
normas com que conduzias...
Agora sou pai também, a dispor de tua
herança, no coração trago o amor, na
mente a tua esperança, abraçando tuas
netas, minhas eternas crianças...

Obrigado Pai, pelo amor...

Livinha



sábado, 6 de agosto de 2011

Uma canção...

Cá dedilho algumas notas
a inventar uma canção
ensaio uma dança de rosas
arranhando um violão...

Mas o tambor cá no peito
destona-se em emoção,
meu empreiteiro sem jeito,
o tal pobre coração...

No olhar de brilho em prata
dá embargo e perco o tom,
pois que a saudade é ingrata
a roubar-me a inspiração...

Mas se meu canto é sofrido
por amar um trovador
é porque nossos sentidos
quando em notas, faz amor....

Por isto as corujas em festa
estrebilham em largo céu
enaltecendo a seresta,
que em solidão, joguei ao léu...


Livinha