quinta-feira, 28 de julho de 2011

S.O.S. O amor!!!

O amor está doente, não lhes percebem o sussurro a chorar tão descontente?...
Ele está preso no imo, é anseio de destino clamando por toda gente, mas nem sempre o escutam, os si mesmos que se enganam por tanto que em si reclamam...
O mundo a dizer que ama, mas como ama se não sente, quando se blasfema tanto em juízos deprimentes?
Enquanto o falso amor a deslumbre, passeia pelas calçadas, desfilando o azedume na embriaguês malfadada. Faz do viver um tormento, sequer ouve o pensamentos a lhes apontar o lume...
O amor pede socorro, pede vida, pede a mão e com humildade ele dita, que também é seu irmão e suplica ao egoismo, que divida o que tem, pois que ninguém não existe, quando todos são alguém...
O amor é uma passagem, está sempre de viagem no suceder do caminho, chamando a se dar em aceno, quão asas de passarinho...
Ele não sente a inveja, fica feliz a se ver quando o outro está em festa, curtindo um bem querer...
Também sequer faz cobrança, compreende a estação, respeita o momento do outro a hibernar-se, em verão...
O amor é criativo é o brilho do artesão tem o poder do auxílio a abrandar a reação... Porque o amor é pensante, não é busca de razão, é compreender o errante oferecendo o perdão...
Amor esse não se explica, nem se julga a condição, é a luz que justifica tudo em cada coração...
Amor bonito, faceiro é exímio cantador, pois que ele nada exige, compreende o desamor. Quem dele assim desconhece, é porque nunca provou, pois que dele se esquece, quem a si jamais amou...
O amor é perfeição e perfeito ninguém é, mas ele sopra desejos e todos no mundo o quer...
Deixe o amor borboletar, se desprender do casulo em seu viver nascituro. Elabore junto a ele os teus sonhos e anseios e ao te sentires seguro, voe livre e abrace o mundo...

Irmãos, dê muito amor a seus filhos entre afagos e carinhos, como aos filhos de outra gentes a viver em desalinhos... Se a criança é esperança, a elas exemplifique um pouco de si, a bonança...

Livinha

domingo, 24 de julho de 2011

Me aceite como sou...

Ei! Por favor, não precisa me entender,
apenas me aceite como sou,
mas se na ventura for assim tão difícil,
não me leve ao julgo de suas palavras,
elas me cortam como faca e eu sinto dor...
Olha pra você, és tão imperfeito quanto
sou... Portanto, unamos as nossas diferenças
afinal, o que de bom há em si, eu gostaria
porque tal não é meu, o que da mesma forma,
na troca te daria, o que de bom há em mim
para que seja também seu...
Louvemos o sacrifício na tentativa da igualdade,
haveremos de viver sob equilíbrio, pela força
da vida, do amor e da verdade...


Livinha


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mirantes...

O que descreve esses olhos
de aparente inocência,
são duas contas curiosas
na divina consciência?...

E quão fina transparência
que acena e não se esconde
é vida voando em pena,
cintilando no horizonte...

Broto de brilho em chegada
realce de alma serena,
prece de estrela dalva,
rosa-dos-ventos, poemas...

Esse olhar por onde anda
essências em devaneios
são imagens de esperança,
harmonia em gorjeios...

Há segredos no passeio
vislumbrados de sorrisos
há viagens de anseios
epopéia em paraíso...

Há um sol chegando lento
há uma flor nos cabelos
um girassol pensamento
a prismar lua em desvelo...

Faróis distantes, compondo
janelas que vão se abrindo
um pensar vivendo um conto
n'outro pensar peregrino...

Livinha


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Indagações...

Vem saudade, caminha comigo
quem sabe assim,  já não me sinta
mais sozinha...
Ao tempo, fui uma menina e sequer
passado eu tinha, não sabia do futuro,
feliz a viver os meus dias...
Nas mãos um porto seguro, a doce
mãezinha me conduzia
e não temia o escuro, era ela, a laterna
dessa minha travessia...
Vem saudade, me escuta e depois me conta,
das coisas que não me lembro,
talvez assim eu me encontre n'alguma
flor de setembro...
Eu só preciso entender, das águas que
de mim salpicam porque fazem o coração
arder feridas que se lhes agitam...
Oh saudade! Que filme é esse, um quadro
assim dividido?
De um lado há sorrisos, d'outro tristes,
e sofridos?
Diz para mim, quem serão eles? Sorrisos de
meu apreço? mas... meu Deus, e os sofridos?
Sinceramente me esqueço...
Que passado é esse que por fim eu esmoreço?
Vai saudade, conta pra mim... Serão eles
os espinhos das dores que sinto em mim?
Então... Já na minha doce infância, trazia
comigo um passado, quando tudo era
dourado a brincar com a minha inocência...
Que me vale a consciência de outrora
então dormindo, se a inconsciência burila
o que segue no meu imo?...
Não sei... Se jás em mim esquecida, é por
Deus a minha lida, a razão do meu destino...


Livinha