sábado, 29 de janeiro de 2011

I gave myself...

Ausente, ainda em férias

Entreguei os meus ouvidos
as sonoridades do vento,
nas canções que se destinam,
entre bocas, pensamentos...

Entreguei as minhas falas
aos encontros do caminho
nos ditongos repentinos,
dos prazeres que sinto...

Entreguei o meu olfato
a embriaguês do meu tato
aliançado a visão,
palavras não foram precisas
os sentidos no silêncio fez ação...


Livinha


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ela topou!!! \0/


Alma minha assim liberta,
de ímpeto esfuziante,
pegadas que não
encerras
por que de mim tão distante?

Te Percebo assim matreira
dada minha distração
mas vertes em mim mesmo longe
as lágrimas da solidão...

Perdoe das vezes o desânimo,
quando nunca acompanho você
quero repor a falta nestas férias,
Vem comigo, vamos viver...


Livinha




Amigos queridos,
Estou saindo para o descanso.
Ela topou! \0/
Perdoem-me, pois que sem ela,
não me seria possível também
estar com você...


Alma e corpo faz a dança e quando
o vento balança, se toma em punho a
caneta, para a letra, discorrer...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Passarada...


Por detrás de minha casa
há uma renque de palmeiras
onde a passarada no fim de tarde
se aconchega e dorme a noite inteira.

Fico de cá ouvindo a cantoria,
parece que prestam conta
das notas ao fim do dia,
enquanto a noite desponta...

É uma algazarra feliz,
o descanso esvoaçante
pianinhos a tocarem
as mesmas notas de ontem

E ao despertar da matutina
ouço a mesma euforia,
são eles a dividirem a labuta,
para o orquestrar do dia...

E fico aqui a pensar...
Meu Deus, serão eles o meu lume?
Faço-os dormir, chamam-me a acordar
comigo se correspondem...


Livinha


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Bolas e bolas...


Bolas bolins e bolachos
são todas roliças, redondas,
eu acho!
Mas se tropeço n'alguma
escorrego e me esborracho...

As de vidro, são sensíveis
delicadas, transparentes
as de acrílico opacas,
ríscadas deverasmente...

As de ping, dão-se ao pong,
rebeldia simplesmente,
as macias flexíveis,
buscam mimos simplesmente...

Tem as bolas da infância
na pureza que se lançam
manifestam alegria
e ao fim do dia, descansam...

E vem as ditas artilheiras,
astutas e bandoleiras,
endurecidas no tento
atingem seus alvos em teia...

Entre outras, as rasteiras,
ao toque do taco se atacam
espertas na mira do ponto
atingem seu tento, caçapam...

E tem aquelas murchinhas
pelo tempo se largou,
tão lá, no quintal da vizinha
esquecidas, sem louvor...

E tem as bolinhas voantes
mistura de água e sabão...
lindas, leves, flutuantes
nos leva na imaginação...

Mas aquelas que se enchem
deus do céu que coisa louca,
explodem por qualquer coisa,
quem tenta amarrar suas bocas...

E as danadas das Gudes
tão lindas, parecem meninas
enfeitadas, coloridas,
fingindo ser coisa fina...

Mas todas elas roliças
em roda girante rolaram
nos folguedos das venturas,
foram ao céu e ao chão voltaram...

Entre outras que faltaram
leitores queridos desculpem
creio ser as orgulhosas
aprontam, depois se escondem...


Livinha


domingo, 9 de janeiro de 2011

Luanas...


Na negritude da noite,
ela se entrega ao destino
absorta em seus delírios,
se insinua em lençol fino...

E transmuda flutuante
prateada, deslumbrante
faz clarão e arrepia...

Mas em tempo de minguante
se abraça às três marias,
amada, amante...

Mas logo levanta e se apronta
a prismar uma luz distante...
e se renova pru'm jantar...

E cresce...
Revestida de esperança,
de novo ao sol pede a dança,
porque não cansa de amar...


Livinha



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vem meu Sol!


As falas mesmo que presas na garganta,
escapavam-se entre elas remoendo ...
Por vezes, colocavam-se em pautas,
e ao que excedia saltavam, entre pedras
reticentes... Lacunas...
Enquanto lá fora, a chuva melancólica,
se apercebia que ela também chorava
borrando escritas descontentes...
Apenas uma canção de fundo, a romper
o silêncio, que distraida entonava junto,
vagamente...
Vem meu sol! Traga-me a esperança,
areja minha estrada, nesta andança
solitária, te esperando...
Os pássaros já vão se recolhendo, mas
antes, me acariciam com seus encantos,
apontando o crepúsculo, talvez um aviso
de que estais chegando...


Livinh@__


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

E então...


Passamos a viver insatisfeitos,
quando envolvidos por uma questão...
Saindo sem rumo, vestidos de anseio,
buscando libertação...
Largamos em casa a veste, sem vida!
desemborcando pensamentos nas
viagens incessantes, que nos aliviem os
tormentos...
As horas se mostram delongas e muitas
vezes, nem nos damos conta, do que
estamos a procura...
A andança é apenas fuga, para o não
reviver dos problemas, martirios da'lma
a tal ponto, de não sentirmos a frescura
do que a vida sugestiona...
Chegamos a pensar, que estamos do
mundo esquecidos, quando na verdade
nos colocamos excluidos, das interações
que nos cercam...
Até que por algum instante, algo nos
chama atenção, uma estação diferente,
que comunga com a gente e lá ficamos,
pernoitando...
Em mais uma noite e outras tantas...
E então...
Nem mais querer retomar a veste, fixando
a morada, conforto do coração...
E passamos a sentir a sensação, que tal
lugar já é de todo conhecido, indício
de conivências, sentidos, seguido de desejos
e emoções...
E no repente, o tempo grita a chamada
ecoando intimação da presença em falta,
sinais da interseção... e a alma importunada,
veste a roupa alí deitada sob efeito
da impressão...
e lá se vai a inspiração...

...e até que não se demore, o tempo
para outra vez... Eu sei...





segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Luz que não se apaga...


O espaço se rasgara nas queimas incessantes
de seus artifícios, exibindo às estrelas o seu
vestido colorido de ilusões e cardápios de sonhos,
nas delícias delirantes das manifestações...
Enquanto que olhos estáticos, pareciam que
não viam e sequer ouviam, explosões...
Era a contrariedade a chorar pelo tempo, por
temer que o novo estivesse chegando para
um breve adeus...



Lívi@petitto