sábado, 6 de agosto de 2011

Uma canção...

Cá dedilho algumas notas
a inventar uma canção
ensaio uma dança de rosas
arranhando um violão...

Mas o tambor cá no peito
destona-se em emoção,
meu empreiteiro sem jeito,
o tal pobre coração...

No olhar de brilho em prata
dá embargo e perco o tom,
pois que a saudade é ingrata
a roubar-me a inspiração...

Mas se meu canto é sofrido
por amar um trovador
é porque nossos sentidos
quando em notas, faz amor....

Por isto as corujas em festa
estrebilham em largo céu
enaltecendo a seresta,
que em solidão, joguei ao léu...


Livinha