domingo, 21 de agosto de 2011

Presilhas...

Indos e vindos,
sensações de procuras
achados e perdidos...
vontades muitas, sentidos
me assuntam em véus de brumas...
Quero ir, presilha nos pés
que não arrasto e me contra arrastam
caminhos áridos...
Cantoneiras salsam, terra não
suga, enchem o vazio, me inundam...
Com o peso nas mãos, tento o passo,
não deixo rastros...
Se não há poeira, o tempo parado
não me abro, as falas não dissipam,
comigo ficam e o silêncio funde
expectativas...
A natureza sente, se comove e esfria
e me leva a deriva,
pede que eu durma e me faz lembrar
que amanhã é outro dia...

Livinha