segunda-feira, 4 de julho de 2011

Indagações...

Vem saudade, caminha comigo
quem sabe assim,  já não me sinta
mais sozinha...
Ao tempo, fui uma menina e sequer
passado eu tinha, não sabia do futuro,
feliz a viver os meus dias...
Nas mãos um porto seguro, a doce
mãezinha me conduzia
e não temia o escuro, era ela, a laterna
dessa minha travessia...
Vem saudade, me escuta e depois me conta,
das coisas que não me lembro,
talvez assim eu me encontre n'alguma
flor de setembro...
Eu só preciso entender, das águas que
de mim salpicam porque fazem o coração
arder feridas que se lhes agitam...
Oh saudade! Que filme é esse, um quadro
assim dividido?
De um lado há sorrisos, d'outro tristes,
e sofridos?
Diz para mim, quem serão eles? Sorrisos de
meu apreço? mas... meu Deus, e os sofridos?
Sinceramente me esqueço...
Que passado é esse que por fim eu esmoreço?
Vai saudade, conta pra mim... Serão eles
os espinhos das dores que sinto em mim?
Então... Já na minha doce infância, trazia
comigo um passado, quando tudo era
dourado a brincar com a minha inocência...
Que me vale a consciência de outrora
então dormindo, se a inconsciência burila
o que segue no meu imo?...
Não sei... Se jás em mim esquecida, é por
Deus a minha lida, a razão do meu destino...


Livinha