segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ter-te e não Ter-te...

Eu posso te ver o rosto, ouvir
as tuas falas e abraçar a mim mesma,
como a me dar em você o abraço
por não poder te tocar...

Eu posso espalmar minhas mãos
nas tuas, entre telas mágicas
mas não posso te sentir a pele,
e no teu cheiro me embriagar...

Eu posso ver o teu olhar,
a cruzar nos meus os desejos,
mas não posso saciar a louca sede
dos teus beijos...

Eu posso te insinuar loucuras,
quando estou a te namorar,
mas não posso satisfazer os anseios,
existe a distância a nos separar...

Por vezes a noitinha, fecho os olhos
e me dou em você a estremecer,
mas depois que abro eu choro,
na minha cama não está você...

Ter-te é reinventar contigo sonhos,
fazer as vezes de nossas almas
enquanto corpos sozinhos reagem
e tentam manter a calma...

Ter-te, é trazer você comigo,
como contigo, eu me deixar
depois, despertar e dar em conta
que não saí do mesmo lugar...

Ter-te é deixar o corpo em casa
e dele sair para te namorar...
Não Ter-te é manter os dois aqui,
presos, n'outras coisas a se pensar...

A felicidade está na minha certeza
de que tudo o que eu disse,
são apenas meras tolices,
pois de alguma maneira, EU em VOCÊ
já não somos mais metades
e sim, partes inteiras....


Livinha