sábado, 7 de maio de 2011

Mãe é o que fica para se recordar...



Minha mãezinha querida,
recordando a criança que fui...
falas tuas que não compreendia,
hoje despontam como flashs de luz...

Você me fornecia as letrinhas,
e me ensinava a juntá-las
tecendo palavras em linhas,
mostrando-me como bordá-las...

Lembro, suas mãos me conduzindo,
assegurando-me os primeiros passos
descalça, pezinhos no chão tinindo,
a vencer meus obstáculos...

Recordo-me agora as plantinhas
em tuas pronúncias de carinhos,
posso ver o quanto as afagava
segredando os teus versinhos...

Vejo-te a encher as mãos de terra,
a vazar entre os vãos dos dedos,
sementinhas que ia regando aos dias,
despontando-se em arvoredos...

Mãezinha como te sinto saudades
das noites em oração,
inspirando-me bens em verdades
espalmando minhas, tuas mãos...

Sim, fui feliz tendo você ao meu lado
e nem tenho o porquê reclamar,
há crianças sem lares, sem tetos,
sem uma mãe para recordar...

Hoje, não me aguento de tristeza
nesta angústia que me invade,
perdoa mãe, eu assim tão carente
é o coração que esperneia de saudade...

Vivo como você, a ventura de ser mãe
mesmo distante, sei do amor que tens
rogo que a desdita cedo, não me apanhe
e como tu um dia, seja eu avó também...

Obrigada minha mãe, por teu desvelo,
prole tua quão difíceis e teimosos,
e tu sempre a rogar por nós, em teus apelos
entre Ave Maria's e Padre Nossos...






Meus queridos amigos,
Sabemos que um dia todos fomos concebidos
pela luz da vida a nos agraciar a redentora
existência em divinal de amor...
Somos especiais, porque tivemos um seio
a repousar nossas cabeças sem importar
a origem...
Tivemos mãe, essência em flor, se por muito
ou pouco tempo, no jeito que foi, fomos felizes...
Hoje, perto ou distante, ela nos sente a nos aquecer
com o seu calor...
Agradeçamos...
Mães, vidas que não se acabam, porque vivas
permanecem em nossos corações....


(Livinha)