segunda-feira, 2 de maio de 2011

Contracenando com Elas...

Elas costumam dizer que me amam...
Esse é o nosso ponto em comum:
Eu também me amo...
Entre horas ariscas, debatemos
nossos pontos de vistas e elas gritam:
Não somos iguais a você!
O que tenho que ser concordante no repente:
De fato, somos diferentes...
Depois, chegam após os instantes de ouriços,
dóceis e fagueiras, de mansuetude suspeitas...
Não vivemos sem você mãezinha querida...
E me posto em concordata mais uma vez,
pois elas sempre tem razão:
É fato, vocês não vivem sem mim... Não
estou morta, estou viva!

E acabo por me colocar às suas disposições,
o que me intriga...
Por que será que elas nunca se dão por
vencidas?
Ouço então a resposta advinda do silêncio,
pronta e reconhecida...

"O hoje delas é o teu ontem, teimoso e arredio...
Na verdade, és o que a moçada dita:
A antiga, ultrapassada por elas tão joviais, com
suas mentes em pose"...
E como trazê-las do meu ontem, para o meu hoje?
"Elas virão"...

O que fica, é a certeza que ao tempo, outras
cabeças serão, quando despontarem no futuro,
na mesma roda viva, por herança de então...


Livinha