domingo, 17 de abril de 2011

Ferramentas...

Caminhada dura que me desafia,
a julgar-me desprevenida...
Na mala de minha viagem, levo tudo o que
puder, sou serventia da lida...
Não me venço ao cansaço, um serrote indo
e vindo nas derivas do destino, o que não
desisto e ao impecilho laço, corto e separo
se for preciso...
Vezes outras, miro o necessário, prego surgido
do nada, uma martelada ponto e basta...
Alicate... se não endireito, dou umas cortadas,
quando já a me sentir estorvada...
E seguindo vou, entre apertadas de chaves,
fendas des[parafusadas]
Com chave de boca, um veda rosca nas
vistorias e faço a tira teima, de preamar,
a vazante leiga...
São as minhas ferramentas quando inevitáveis
e se a parte elétrica dá em alta, enrolo-me
de isolante, o que me acalma...
O que importa, é não me deixar sob efeito de
tensão, pra não me deixar morrer em fios
de altercação...



Livinha