quarta-feira, 20 de abril de 2011

Assim ela nascia...



Poeta... Era esse o seu nome,
um solitário, a viver em campanário,
onde alguém sequer sabia quem era
aquele homem...

Comungava com o silêncio, sua voz,
não se ouvia e nas mãos, trazia um lenço
lágrimas dos olhos que lhe escorriam...

Na areia fria, repousava seus rabiscos,
cuja caneta era um mesmo cipó,
e com a noite adormecia, ofertando
ao dia, a leitura para o sol...

Ao tempo, fora acordado nos braços
da inspiração...
Olhos de sim marejaram, ecoando
no espaço, uma nova canção...
o amor se instalando a explodir
no peito, o coração...

Numa noite de lua cheia, o poeta apaixonado
fez amor com a intuição...
aos encantos  "Luzia", quão santa Virgem
Maria, nas estrelas da amplidão...

E despertou feliz na alvorada, ouvindo
o canto da passarada, a vida em resplendor
Era o Sol que se rompia, quando por fim,
Poesia nascia, fruto do seu amor...

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A Nova Era prometida...
Deixemo-nos acontecer pelo Espírito
do amor, a própria vida...
Harmonizemo-nos a exemplo do mês de
Abril, descerrando quão flor em formosura,
na marcha outonal a seguir, reciclando
as desventuras, caminhando para o novo porvir...


Ressurreição do Cristo, é renovação, um bota
fora nas amarguras, é crer no perdão, como Judas
em sua sepultura a receber absorvição....
Abramos nossos corações, livremo-nos de nossas
contradições, atentos as mudanças de então...


Amemos uns aos outros, pois que somos irmãos,
a saudar a existência em toda a sua plenitude
em contemplação...



Livinha