domingo, 6 de março de 2011

Um tempo de carnaval...


E como todos os anos, trocam-se
os devaneios nas noites de carnavais...
Nem os Pierrôs já não choram mais,
como as columbinas ao abandono dos ais,
restando apenas os gabarolas
fazendo a alegria...
O que fica, são as quartas em cinzas,
um suor ressecado no asfalto, nostalgias...
E depois... somente o eco da balbúdia
brincando por mais alguns dias, nas falas
que silenciam...
E ela volta vestida na fantasia real sem
a saudade do samba, também morto no final...
E agora... momentos saltaram fora, é a ressaca
que chora na promessa do dia seguinte...
Ano que vem, deixo o frevo no quintal...


Livinha