quinta-feira, 3 de março de 2011

Um Cravo e uma Rosa...


Do seu terno já despido, seguia o cravo
distante, no caminho pensativo...
Na face um sorriso escondido, um peito
frágil, dorido, buscando de alguém
um sussurro...
E a rosa entre suspiros, debruçada
no cercado, de olhar perdido, além...
inspirada de versos e prosas, invejando
as gaivotas, alhures do seu aquém...
E nas noites amordaçadas, as estrelas enfim
ribaltas, fez-se ouvir em serenata...
Mas o tempo assim astuto, no seu jeito absoluto
as cenas observava, lustrando quão folha rara,
a um cravo e uma rosa, ele então abençoara...
E unindo deles as pontas, papel então se dobrara
e fez um coração dorido se embevecer dum suspiro,
que ao amor se entregaram...


Livinha