terça-feira, 29 de março de 2011

Teacalma, teacalma, teacalma

O vento sacode as palhas do coqueiro chicoteiam, arremetendo-me longe...

Onde posto-me a rezar, sobre um ramo de sapé a me sangrar os joelhos... O que me obriga a ouvir repetidas vezes as mesmas notas, teacalma, teacalma, teacalma...

A impulsividade faz a teima, faz careta e chora, um dia atrás do outro, a chegar a aurora cobrando mudanças...

Relutante fico, a pedir que ela vá embora, ansiando pela noite e que não me seja passageira...

Madrugada que ninguém me escuta... Estou madura! Fruta caída ao chão, aberta, a expulsar o sulco da sofreguidão...

Meus gritos, entrego aos passarinhos, que logo se levantam, escutam-me e cantam, alguma canção... E retorna a matutina, a olhar-me como mulher, esquecida de que sou menina, a ditar-me a espera, como quem ordena a não perder a minha fé... Depois me vira as costas com cara de zanga, fecha o tempo e ao vento, um olhar de comando lança...

- Chocalha palmeiras e a ela acalma, acalma, acalma....





Livinha