sexta-feira, 18 de março de 2011

No branco da espera...


Horas que nada dizem, encoberta por um
tempo vestido de cinza, cores extintas...
Fantasmas sombreados, disfarçados,
vestidos de branco, como a
impedir escaladas de muros construídos à frente,
com acabamento em arames pontiagudos,
eletrizantes, para que não se tente ao menos,
ver o horizonte...
E a revogante se debate em martírio naquele
recinto frio, o calvário que se lhes faz crer
um presídio...
Enquanto idéias e aspirações, se postam
mergulhadas em copos de absintos, aguardando
às goladas, nos momentos inebriados da
esperança...
E a noite... o branco se esconde no breu da solitária,
sob um céu enganoso cor de rosa, a cobrir
estrelas, no obscurecido da memória...



Livinha