domingo, 20 de fevereiro de 2011

No lirismo dos meus versos...


Eu apaguei todas as luzes, atraindo
os olhos para o meu pensar...
E desliguei todos os sons, para não ferir
os meus ouvidos e o silêncio apenas escutar...
Eu tranquei as minhas falas para aprender
a ouvir e não se fazerem necessárias...

E resolvi mudar...
Em minha casa, havia tristeza e solidão,
sentidos sem direção, sem canção
para cantar...

E dei sinal ao meu olhar,
que buscasse ver um viajante,
conselheiro amigo, tocador amante,
que tivesse muita história pra contar...

Que levasse junto os meus sentidos,
nos acordes benditos, notas a tocar...
Enquanto as falas, se fariam cancioneiras
no lirismo dos meus versos a serenar...

E foi assim que a tristeza foi se embora
espantando a solidão, ao perceber
que os sentidos, a seu tempo,
ressoavam novamente o amor,
no pulsar do coração...


Livinha