terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Buscando-me...


Hoje acordei no vazio... e como nada levantei. Em completa turbulência, atarantada e perdida, sem noção por onde andei.
Foi a dna Inconstância, logo cedo me abordando, de tal forma violenta, da cama me arrebatando. Pareceu-me a tia Nastácia afobada e atirada, me roubando um sono bom... De cara esqueci de tudo, sequer sei a onde estava, sei apenas que essa alma, foi de mim arrebatada e n'algum lugar a deixei...
E me vi desanimada, fora do ar, automática... Pensamentos desligados, confusa e sem direção. A mente desordenada, sem palavras, sem questão...
Onde é que tu estais, orvelhinha desgarrada me deixando aqui sem rumo? Volta já pra este corpo, sem você é moribundo... Mas não me deixe sem porto, sozinha fora do mundo...
E uma tela assim nostálgica, sem razão e nem porque, me leva a te ver menina numa sala a escrever... Num mata-borrão rabiscas uma casa e um violão, com raiva o papel destacas e o atiras p'ro chão... Mas logo abres sorriso, nova ideia que se pinta, riscando na página seguinte, uma bola bem bonita... e levantas ligeirinha, e se põe em rodopios, fazendo voar a sainha, balançando os teus cachinhos...
Agora a vejo chorando, sentidos de sua emoção, quem sabe se levantando, nos braços da compreensão...
A minha tela se fecha, e a tarde volto a dormir. Voltarei a estar com ela, pois que essa, foi mais uma das janelas, que eu teria que abrir...



Livinha