sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vem meu Sol!


As falas mesmo que presas na garganta,
escapavam-se entre elas remoendo ...
Por vezes, colocavam-se em pautas,
e ao que excedia saltavam, entre pedras
reticentes... Lacunas...
Enquanto lá fora, a chuva melancólica,
se apercebia que ela também chorava
borrando escritas descontentes...
Apenas uma canção de fundo, a romper
o silêncio, que distraida entonava junto,
vagamente...
Vem meu sol! Traga-me a esperança,
areja minha estrada, nesta andança
solitária, te esperando...
Os pássaros já vão se recolhendo, mas
antes, me acariciam com seus encantos,
apontando o crepúsculo, talvez um aviso
de que estais chegando...


Livinh@__