terça-feira, 4 de janeiro de 2011

E então...


Passamos a viver insatisfeitos,
quando envolvidos por uma questão...
Saindo sem rumo, vestidos de anseio,
buscando libertação...
Largamos em casa a veste, sem vida!
desemborcando pensamentos nas
viagens incessantes, que nos aliviem os
tormentos...
As horas se mostram delongas e muitas
vezes, nem nos damos conta, do que
estamos a procura...
A andança é apenas fuga, para o não
reviver dos problemas, martirios da'lma
a tal ponto, de não sentirmos a frescura
do que a vida sugestiona...
Chegamos a pensar, que estamos do
mundo esquecidos, quando na verdade
nos colocamos excluidos, das interações
que nos cercam...
Até que por algum instante, algo nos
chama atenção, uma estação diferente,
que comunga com a gente e lá ficamos,
pernoitando...
Em mais uma noite e outras tantas...
E então...
Nem mais querer retomar a veste, fixando
a morada, conforto do coração...
E passamos a sentir a sensação, que tal
lugar já é de todo conhecido, indício
de conivências, sentidos, seguido de desejos
e emoções...
E no repente, o tempo grita a chamada
ecoando intimação da presença em falta,
sinais da interseção... e a alma importunada,
veste a roupa alí deitada sob efeito
da impressão...
e lá se vai a inspiração...

...e até que não se demore, o tempo
para outra vez... Eu sei...