sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Bolas e bolas...


Bolas bolins e bolachos
são todas roliças, redondas,
eu acho!
Mas se tropeço n'alguma
escorrego e me esborracho...

As de vidro, são sensíveis
delicadas, transparentes
as de acrílico opacas,
ríscadas deverasmente...

As de ping, dão-se ao pong,
rebeldia simplesmente,
as macias flexíveis,
buscam mimos simplesmente...

Tem as bolas da infância
na pureza que se lançam
manifestam alegria
e ao fim do dia, descansam...

E vem as ditas artilheiras,
astutas e bandoleiras,
endurecidas no tento
atingem seus alvos em teia...

Entre outras, as rasteiras,
ao toque do taco se atacam
espertas na mira do ponto
atingem seu tento, caçapam...

E tem aquelas murchinhas
pelo tempo se largou,
tão lá, no quintal da vizinha
esquecidas, sem louvor...

E tem as bolinhas voantes
mistura de água e sabão...
lindas, leves, flutuantes
nos leva na imaginação...

Mas aquelas que se enchem
deus do céu que coisa louca,
explodem por qualquer coisa,
quem tenta amarrar suas bocas...

E as danadas das Gudes
tão lindas, parecem meninas
enfeitadas, coloridas,
fingindo ser coisa fina...

Mas todas elas roliças
em roda girante rolaram
nos folguedos das venturas,
foram ao céu e ao chão voltaram...

Entre outras que faltaram
leitores queridos desculpem
creio ser as orgulhosas
aprontam, depois se escondem...


Livinha