sábado, 30 de outubro de 2010

Uma Senha...


Grita alma agitada, irrequieta,
em tua essência de mulher...
Diga-me o que você quer,
nessa aparente ansiedade...
O que pensas, o que sabes e nada diz?
Tens tudo e não te sentes feliz...
Revela pra mim, conta-me tudo,
saberei te ouvir...
Eu te sinto, mas não te adivinho,
uma angústia te bulindo, coração
eternecido, clamando por um carinho...
No breu das noites te embrenhas,
mirando estrelas, como que buscas
uma senha, e palavras silencias...
E choras, choras tanto, contida
em tua afonia...
Te vejo sozinha, vestida de ânsia de
vontade de viver e ao mesmo tempo,
oscilante entre o tranquila e ofegante,
como quem fica a querer...
Ah e os suspiros, quantos não já contei,
pareces a lua cheia no limite da explosão,
burilante madrugada, no teu porto
solidão...
Sim, eu te compreendo, pois que sinto
os teus reflexos, nesse ávido corpo são...


Lívi@petitto

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

DNA


Não foi à toa, quando pelos caminhos
tropecei contigo...
Senti no ar um impresso amigo,
com três letrinhas a marcar
e de pronto eu percebi, que era o
DNA, daquele irmãzinho que eu estava
a procurar...


Lívi@petitto



terça-feira, 26 de outubro de 2010

27 de Outubro...

Fazer aniversário, não é completar mais um ano
de vida, mas estar sempre agradecida pelos
amigos de um dia e d'outros que vão se achegando,
florindo minha travessia...
Obrigada por estarem sempre comigo...

Ah Outubro...
Deste-me um número seguro,
bom sapateiro que sois...
Meu guia, minha estrada de partida,
místico do meu ser...
Sois meu porto à existência chegada,
berço de minha morada
somativo do meu viver...

Me sonhaste num janeiro
quando ainda germe fecundo
e me apontaste uma janela
para um breve mês de outubro...
De um pingo a um ponto, que
o tempo foi moldando,
vestindo-me roupa de vida e aos
braços da lida chegando...

Não sei porque, assim me ser,
todos os meus anos,
me sinto pequenininha, à vida
me abraçando...
Parece que revivo o aconchego,
e volto a renascer...
De ímpeto caio em pranto, pois cada
tempo que passa, sinto que não
envelheço e a um útero estar voltando...
Ah mãe, como queria ter você...


Lívi@petitto

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Tempo...

Nunca estarei de alguém distante...
Me vejo como as andorinhas,
sorrindo pra vida, asas esvoaçante...
O tempo, se mostra como um boiadeiro:
ordenha, tocando seu berrante,
nos dando a hora do recolhimento...
E assim me posto, como um estágio,
um negócio, uma ata a cumprir
deixando que ele se defina na sua mais
nova proposta...
Ainda que na rebeldia, eu me disciplino,
porque de um jeito ou de outro, nada
posso mudar e acato, sem discutir...


Lívi@petitto



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Irmãos que somos...


Sou como vocês, amigos e irmãos
que se dão em visita neste recanto,
jamais um dia, páginas viradas,
quando nos passos, lembrados são...

Um dia, fomos no todo um princípio,
feitos por Deus, luz a contento,
água jorrada d'uma fonte fecunda,
célula pingadas, formas no intento...

No mundo caimos, como vegetais...
em terra, raízes, tenros crescemos,
podados, amados, moldados, bonitos,
das mãos martenais, doces rebentos...

Razão inteligência, sólido e essência
da fera ferida, também animais,
sementes na vida, partículas do mundo,
À consciência que grita, nos danos morais...

Nos rebolos do tempo, o refazimento
sob o véu de cicatrizes, contas e acertos
almas agora flexíveis, tira espinhos, colhe flores
cerra os olhos n'um descanso e voa rarefeito...


Lívi@petitto


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Palavras soltas...


Trazemos desejos n'alma
entre sonhos, os mais loucos
e na intimidade dos pensamentos
todo dia, amamos um pouco...
Criamos, imaginamos, sorrimos
e choramos, lembrando daquele
rosto que ansiamos tanto...



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sonhos de Poeta...

20 de Outubro...


Acordes de minhas poesias,
das ias de vento a soprar
o cheiro da maresia,
busco lá, trago pra cá....

No balanço crio a rede
e finjo que estou a voar,
faço dos dias minhas noites
e no céu estrelas pegar...

Na poesia um faz de conta,
faço tudo o que eu quiser,
escrevo com lápis sem ponta
e remo contra a maré....

E quedo depois na cama
desperta do meu sonhar,
um corpo pesado levanta
e tudo volta pro lugar...

Poesia é um abraço da lua
no banho nua chuááá...
na fuga das amarguras,
leva o poeta a sonhar...

E assim levo o meu tempo,
nas rimas de todo poeta
navego no antihorário,
nunca a saber da hora certa...

No liberto eu me afogo,
no imaginário me encaixo,
um gato sem volta pra casa,
jungindo a lua no telhado...

O espaço então transformo,
do aparente faço o meu céu
nos torvelinhos me enrosco
me doo à vida, em carrossel...


Lívi@petitto



domingo, 17 de outubro de 2010

Que eu te seja...



Olhos de ventura e sonhos,
levaste de mim o pensar
me deixando um lenço
para eu chorar...
Estou pedindo ao vento,
que na primeira chuva
que eu te seja um pingo,
para te molhar...
Que eu te seja a lembrança do
meu sentir, que eu te seja o sal
do meu olhar...
Que eu te seja vida, para você sorrir,
e jamais ser um adeus, para
os teus sonhos levar...
Eu, aqui estou por te lembrar,
te abraço e nos meus versos,
te incluo, quando nos anversos,
você também está...


Lívi@petitto

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Blogosfera...


Lá vou eu na travessia
visitar os sentimentos,
me envolver de alegria,
pegando o embalo do vento...

Aprendo a afinar Instrumentos,
como pássaros a chilrear,
olhando com encanto a Serra
vibro do lado de cá...

Eis a mágica blogosfera,
tropeços daqui e de lá
luzes acesas e outras apagadas,
outras na vontade de Recomeçar...

Nesta terra quantas riquezas
de plenitudes a jorrar,
valores não em si reconhecidos,
bens da vida, a Teatrar...

Tem bichinhos e Sementes
tem crianças a poetar,
nas Horas mais Absurdas
tem Âmago querendo amar...

Vejo Riscos e Rabiscos,
e Doces Filosofias,
nas Pinturas, vejo artistas
no divinal da Astrologia...

Encontros de Almas douradas,
Outonos em letras que vão,
primaveras de palavras,
narram Rosasolidão...

Ah! Nesse mundo tem de tudo,
tem letras soltando cor,
são desejos, gritos mudos,
poesias fazendo amor...

Muitas Asas a treino voo
como nos Alpes tem Flor,
entre gostos e desgosto,
a alegria expulsa a dor...

Eu já perdi a contagem,
minhas visitas a tantos bens,
esses números sem idades,
são todos Jovens do Além...

Eu, faço das Artes, minha Emoção
e jogo fora os meus dilemas,
amigos pra mim são estrelas,
e sem Palavras, não existe Poemas...



Lívi@petitto


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sorvi-te


Ah poeta dos meus versos
sorvi cada gesto desse tema
deitei-me sob o breu de céu aberto
uníssonos, as estrelas luziram cenas...

E os acordes todos do universo,
soaram clarim na voz dum trovador,
a deusa lira em extase fez-se plena,
e ao encanto menestrel se entregou...

Dos alpes, picos ascenderam,
e a noite úmida, orvalhou a flor
em percussão, corpos ecoaram canto,
explodindo quão vulcão, lavas de amor...
Sorvi...

Tudo....

Porque sorvo o que os teus olhos dizem...


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Nossas Crianças......

Santa Senhora de Aparecida,
Padroeira deste nosso Brasil,
envolva nossas crianças,
com os teus encantos mil...
Assegura-lhes o caminho,
guarda-as sob o teu manto,
apaziguando sentimentos,
para que não lhes causem danos...
Que o amor assim se instale,
nessas duras consciências,
para que essas crianças,
não sofram mais violências...
Essas razões do futuro, 
precisam de um teto seguro,
sendo-lhes o julgo sagrado,
na boa ação de reparo,
o corte de suas tendências...
Que elas tenham o direito de sonhar, 
e na fantasia deixar-se levar,
serem de toda inocência, no seu tempo
despertar e jamais do irreparável, provar...
Que o amor lhes sejam o tempero
de docilidade e brandura,
adultos na alegria e ventura do saber...
De futuro primoroso,
homens honrados,laborosos,
a esperança de fato, acontecer...
Oh minha Santa querida,
luz de esfera bendita,
que esses frutos mensageiros,
da nova era, eruditos,
nos sejam as tantas quimeras,
que anseamos por viver...







sábado, 9 de outubro de 2010

Chega de Nostalgia!!!



Já não quero mais chorar
chega de nostalgia!
Apressarei os meus passos
e me darei de presente, os dias...

Quero os sonhos, meus desejos
quero um viver de ousadia...

Ser menina que espevita
no despontar da aurora,
de inocência cativa
e na noite, maliciosa...

Quero sim ser atrevida,
um bem-querer toda prosa...
Trazer no olhar o feitiço,
ser dum cravo sua rosa...

Quero o ente ao sol se por,
pois vida pulsando sou...
Sou semente, sou fecunda
suspiro da noite, o amor...


Livinh@petitto



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Malas Prontas...

Desta vez foram longe demais. Eles, os algozes da ilusão... Construiram propósitos, sugestionaram ouvidos e puseram nas bocas falas horripilantes, da mesma forma como sempre vem, pra bagunçar o ambiente... As bruxinhas fizeram as vezes e abriram espaço deixando-se levar e a maga, perdeu as forças...
A calmaria espivitou, a balança em baixa, quedou e a sísmica impulsiva, exasperou.
Estou cansada...
Para as dores físicas, basta um analgésico e tudo pode ficar bem. As dores da alma, um copo d'água, com gotas de Fé, acalma, mas isto não se encontra nas farmácias... Eu,  "Tudo posso naquele que me fortalece", me seguro, penso e trabalho o estado de cada um, mas não posso fazer milagres, sozinha nada faço, quando os desafios, não são de todos meus... Se ainda existe um freio, há um tempo de pensar. Um volante, fica fácil manobrar, quando o velocímetro comedido, inibe reação e anda devagar, sem aceleração...
Se esse carro parar, que fim terão minhas afeições...
Malas prontas, pra terra
do nunca
onde me junto a passarada,
no voo do livre-arbítrio,
dando vida as minhas asas...

Dou um giro no espaço
a tão viagem sonhada,
n'algum lugar, um pouso faço,
florindo minha jornada...

Como alma assim não vista,
me dou vida imaginária,
pinto tela, sou artista
e crio formas hilárias...

Eu encontro a fantasia
no broto da inspiração
as noites me fazem dia
dissipando a escuridão...

É nessa terra a mim bendita
que almas se dão ao encontro,
os que julgam inexistente
fizeram da vida, um ponto.

E eu, tenho que continuar,
não olvidar, as dores do mundo,
poesias são luzes que busco,
da vida, tesouros profundos...

Eu sei que eles estão lá...

Lívi@petitto



Meus amigos, Perdoem minha ausência. De cada um de vocês, jamais me será possível desligar. No momento recosturo meus retalhos e entre um devaneio e outro voltarei, embora não com tanta frequência, até sentir que estou novamente pronta...
Obrigada pelo carinho de todos...