quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Desânimo...

Um momento OFF


Eu busquei no silêncio
do meu quarto uma canção,
mas as notas se fizeram adormecidas
sem verso, nem inspiração...

O desânimo, galopou nas pontas
dos dedos, ensejando instrumental,
fez um bocejo e nem corda vocal,
somente desejo...

Enquanto as indagações manifestam
curiosidades e tentam tirar sozinhas,
suas conclusões...


Lívi@petitto



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Olhos nos Olhos...

Blogagem coletiva: Espaço Aberto


Hei! amar é assim...
Olhos nos olhos, um encontro,
um seriar contigo afim...
É... No horizonte eu te vejo
de aerólitos tão perfeitos,
luzindo sobre mim...
Parece do mar um espelho,
hipnóticos lampejos,
ofuscando o meu nanquim...
E me dou entregue a dança,
corpo a corpo, coladinhos,
rosto no rosto, beijinhos,
moldada em teu manequim...
Viu?!
Um pensar no pensamento...
Quando a gente ama é assim:
Olhos nos olhos, eu em você,
você em mim...

Lívinha



Quando almas se conectam por razões de afinidades,
elas se buscam entre si sob o poder da reciprocidade...

Ofertando a todos meus seguidores amigos,
e a você em Especial...



Quando a Gente Ama

Composição:
Roberto Carlos/Erasmo Carlos

Quando a gente ama
Faz loucuras não se toca
Tudo é lindo a gente gosta
Não importa o que der
Quando a gente ama
Nesse amor tudo é perfeito
E não vemos os defeitos
Desse alguém que a gente quer
Quando a gente ama
Esses defeitos são virtudes
E os erros atitudes
Que jamais a gente vê
Perde-se o juízo
O coração da gente voa
E tolices numa boa
Por amor a gente faz
Tudo a gente aceita
Quando está apaixonado
E não há nada de errado
Por que amar é bom demais
Quando a gente ama
A gente rí a toa
Tudo tem desculpa
Tudo se perdoa
O orgulho dança
A gente é uma criança
E diz sim pra tudo
Quando a gente ama
Tudo é um bom programa
Pode ser na rua
Pode ser na cama
O amor é lindo
E tudo é mais bonito
Quando a gente ama





segunda-feira, 27 de setembro de 2010

SOS Razão...


SOS razão!!!
Deixe-me aqui ficar.
Aqui aterrissei, trazida pelo
sopro do vento e voltei a inspirar...
Aqui eu sonho, já que não posso voar.
Deixa-me aqui ficar...
De cima eu vejo, sinto e amo
o voo das andorinhas, o mundo
e até os olhos do mar...
Não, eu não quero descer, juro que não...
Tenho medo lá do fundo, onde temo
a escuridão...
Os caminhos são obliquos, as curvas,
são enganosas e os espinhos, me deixam
sem chão... A vida assim cor de rosa,
torna-se mera ilusão...
Aqui, sentada no cume, pernas soltas,
e voláteis, permito meu corpo deitar...
Sorrio aos céus, com esses olhos que
marejam enquanto a brisa me enxuga
a face, a beijar...
Deixa-me aqui ficar...


Lívi@petitto



sábado, 25 de setembro de 2010

Palavras...


Palavras são letrinhas reunidas,
jorradas do imo como efeitos de vento,
de tal jeito impulsivas, que revelam
os pensamentos...
Assim, talvez na escrita, saem
mais calmas, traduzidas, com
força e discernimento...
Não é difícil escrever, no querer,
dizer o que sente...
Difícil é fazer-se explícita, para
apenas uma mente, quando
tantas outras lentes, fazem leituras
de repente...
Eu creio nos sentimentos,
quando engrenam o manuscrito,
na verdade o que mais temo,
é o interpretar dos escritos...
As palavras se balançam, se perdem
na expectativa, pontos e vírgulas
se confundem sendo vistas reticências...
E a gente chora a bendita, se não há
correspondência...
Palavras pra mim, são poemas...


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Apenas de sonhos...


Os dias pra mim não mais cantam;
finjo não me importar e faço o canto,
quando estou sonhando...
Quando levanto, um corpo faz a cena
e as falas seguem pensando...
Bem que tento, realizar as pautas
ao que me proponho, mas quando chega
o desânimo, eu volto aos sonhos...


Lívi@petitto


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Inquietude...

Vejo tantos irmãos irrequietos e neles, me reconheço... Paro, penso, me dou ao senso, buscando um sentido para isto. Coincidências ou fim dos tempos? Quantos lamentos, quantas desilusões, tantas juras desfeitas embutidas nas razões... Ah, essas visões... Tão confusas e sem rumo, que nos entregamos aos devaneios. Criamos, imaginamos e até resposta encontramos no comportamento alheio, que nos perturba, injetando conclusões obscurecidas pelo estado de perturbação em que nos colocamos. Damo-nos tanto a certeza, que terminamos por acreditar em nossas falsas criações, telas abstratas, sem fundamento, sem questões e nem percebemos que estamos diante dum espelho...
Há um eco se rompendo em cada íntimo, um grito, emergindo do profundo se fazendo ouvidos. Acordando suas vítimas vestidas nas fantasias, imersas no palco das ilusões, onde o prazer era o dom da vida ainda e que as perdas não faziam parte de pronto. Uns acordados, não compreendem, outros tentam compreender, outros ainda até que entendem, mas não se dão conta de como fazer. Talvez até conheçam o caminho, mas sentem-se desencorajados, sozinhos, sem a firme crença de poder, por desconhecerem o potencial de si mesmo. Alguns (o que são muitos) de pronto já pensam em morrer, não porque morrer seja o real desejo, mas por encontrar na partida, a solução do problema, o voo livre para aquilo que não se anima por resolver.
E lá vamos, vamos que vamos... Um dia de sol, outro de chuva, os dias seguindo, entre noites longas, cheias de espinhos na cama. Um sorriso meio amargo, outros sem frescuras, um bem fingido... Uma resta de sol, um pensamento ausente, um motivo contente, vários descontentes e empacamos novamente. Eis que de tão ensimesmados, caronistas do achismo, sequer percebemos que o carro só anda se houver combustível e, desorientados, tombamos novamente em sono profundo.
Até que surja uma estrela, uma luz que seja que desperte uma razão, talvez uma oração surgida de uma boca amiga, de uma leitura, uma frase, uma vida, um sentido de motivação
Entra a esperança, ameaçando um sorriso, exibindo em tela a figura do paraíso, talvez este tão distante daqui... Mostrando que nada é finito, quando os passos são contínuos nas leis de causa e efeito... Os versos da imensidão acentuam que está em nós o perfeito, quando todos somos artistas nas letras, nas pinturas, no mais simples feito, por via das inspirações que nos aplaudem a cada instante. E muitas vezes sequer damos conta da própria leitura, essa que rasga o véu e que encobre a verdadeira razão de nossas amarguras... A alma que expurga, a inconsciência...
Na verdade, não viemos ao mundo para sentirmo-nos sozinhos. Que a solução das angústias, se encontra na satisfação. Algo que desejemos muito, que cubra nossas carências. Cumprindo a nossa travessia, sem busca de resposta. Direcionando nosso olhar para outros horizontes, estendendo as mãos, suprindo a privação de outros que se encontram perdidos e sem comunhão... Talvez esteja nesses lugares que nos pareça ilógicos, as nossas surpresas, o nosso bem comum, a chave desse nosso cofre interior, onde encontraremos às ocultas, o que desconhecíamos e sequer fazíamos ideia de existência. Somos posse e ao mesmo tempo herdeiros. Somos autores, mensageiros, mestre e aprendizes. A felicidade, pois que a bem da verdade, nascemos para ser felizes... Amemos. O amor é o lenimento eficaz para todos os nossos males...
Na ventura de um tempo, a saudade nos faz acreditar que algo tenha chegado ao fim. De tal forma que acabamos por esquecer, que podemos dar a tudo, um novo recomeço...


Lívi@petitto


sábado, 18 de setembro de 2010

Não há coro sem junção...


Perdi-me de minhas notas
ao expirar a melodia...
Elas, somente tocavam,
enquanto canções eu fazia...

Luas, quantas fizeram marcos,
na mais completa sinfonia,
e a orquestra voltava a tocar
um sustenido so♪, saudando o dia...

Hoje já não há mais uníssono
acabou-se a cantoria,
a harpa perdeu as cordas
nem anjo, nem maestria...

O casal já não mais dança
fim de valsa sem canção,
sem nota já não se avança...
não há coro sem junção...

As lembranças, repetem refrões,
ressoam as minhas partituras,
os sentidos, aderecem sensações,
extasia esse amor, que não tem cura...



Lívi@petitto

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Uma carta do infinito...


Recebi uma cartinha de amor,
que veio lá do infinito,
falava que os nossos sonhos,
jamais se tornaram extintos...

Que eles, não estão fora da pauta,
mas fortalecidos no jeito que se sente,
que a vida nos fora de intensa prova,
eternizadas pelo coração da gente...

Fragilizo, choro e perco o rumo,
sentindo tudo novamente,
minha'lma manifesta-se contente
e de saudade, chora descontente...

E essa dor que não passa nunca,
que finge alegria e vive deprimente
é amor que transborda angústia,
por não matar a sede, que se sente...



Lívi@petitto

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Quando ela se liberta...


Seria fácil dizer que amo,
a quem de mim está perto,
quando os olhos de certo,
se mostram atentos, espertos...

Dizer que amo distante, seria bem
interessante, quando a alma assim
liberta, a um coração se conecta...

A palavra faz a trama, quando
a alma faz o jogo
e por tão viva, ela não se engana
e sente quando ama de novo...

O tempo então se embola
ela se perde nas horas, no passeio
que lhe encanta...
E fica assim tão serena, que mesmo
distante acena,
ao coração que ela ama...

E ela a si mesma, bendiz:
-Não te fogo, mas em mim
há chama e ainda que distante,
me fazes feliz...


Lívi@petitto

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Um jeitinho de mudar...

Uma mudança em meu Design?
O que você achou?

Eu tentei mudar alguma coisa dentro de mim,
mas não sei... Se mudei, não percebi...
Resolvi mudar os móveis de lugar, buscando
um jeito de ser feliz, mas não era por aí,
algo me faltaria ainda assim...
Olhei então o contorno de tudo, buscando um
perfume, algo que me fizesse uma diferença a mais.
Atinei para as flores, brancas lá atrás, que
embora exalassem paz, elas me aquietavam e
quieta, já estou demais.
Busquei então flores amarelas, um Girassol
que traga pra mim o canto do sabiá,
a me soprar doces canções em bemol...
Troquei também o vaso e adotei um gato,
que me trance as pernas com tal jeitinho,
que na matutina, me faça ouvidos o
cantar do rouxinol...



Lívi@petitto


sábado, 11 de setembro de 2010

Doces ninas...


Por todas as matutinas vesti o papai
de fantasia e o convidei pra brincar...
Nas tardes comigo um canto fazia
e nas noites, meu cobertor pra deitar...
Nas manhãs era eu uma menina,
a tarde, linda mocinha,
sonhando com a noite pra namorar.
Hoje nas manhãs, um parecer ausente,
meu pai de olhar longíquo contente,
sonha, comigo abraçar...
A tarde, nem se dá conta das horas,
e ainda pensa que estou na escola,
quando já noite, ela feito marte, esculpiu-me
como vênus, e me tirou pra dançar...
O tempo passou...
Mas o que ele não sabe, é que somos ainda
crianças, quando trazemos na lembrança
o reviver dessa outrora travessia...
Sentimos saudades e nos preparamos para
o amanhã, quando outros laços de afetos
também nos levarão aos sonhos, desse jeito,
que hoje meu pai está a relembrar:
Doces ninas, das tantas matutinas, nos sonhos
ainda, a vida encantar...


Lívi@petitto


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Gosto desse amor...


Gosto do chamado "amor difícil"
nada interessante, quando fácil;
é como subir rápido num edifício
e despencar de cima cá embaixo

Gosto sim desse tal amor difícil,
sendo ele um construtor
edificando uma história diferente
colocando alicerces no amor...

Amor fácil é comodismo,
lambe-lambe sem profundo,
tempo sem proveito, sem ofício,
um livro vago, sem conteúdo...

Gosto desse elo que se doa,
atencioso e pronto dos amores
companheiro sem queixumes
renovador, sem dissabores...

Gosto daquele amor expressivo,
surpreendente e brincalhão,
de ciuminho natural, tranquilo,
sem egoísmo, sem possessão...

Gosto de sussurros no ouvido
toques bem a gosto, nada trivial,
de um chamego gostoso, diferente
no repente sugestivo, de sabor especial...

Gosto dos momentos bem curtidos
do mero instante, a intensidade,
sentimento em tempo bem vivido,
a levar comigo, por toda a eternidade...

E esse amor, será que ele existe?
Sim. Quando fonte verdadeira,
amando como se deseja ser amado,
confiante, de plenitude fagueira...


Lívi@petitto


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma razão para mudar...


Ele não sabia que havia partido,
permanecendo na esfera rústica
daquele casarão...
Sempre dedilhando uma viola,
tocando a mesma canção...

Ela também não fazia ideia
quem era o tal desconhecido,
madrugadas debruçada na janela,
ouvindo seu cântico, eternecido...

Trazia consigo eterna paixão por ela:
Moça donzela, orgulhosa e arrogante,
herdeira de posses incontáveis,
em sua avareza interessante...

Ela jamais se interessou por alguém
bens materiais era o seu patrimônio;
pois que nunca olhara para ninguém
e sequer pensara em matrimônio...

Por longos e solitários anos
noites a viver das mesmas cenas,
olhando aquele moço na porteira
de coração brando e feição amena

A solidão do tempo, lhe corroia
e aos poucos fora se entregando...
Não contava as horas, nem dormia
e por aquele moço, se apaixonando...

Sequer percebera seus cabelos branco
se vendo como ele, de aspecto jovial,
e de súbito, se jogou pela janela,
selando encontro com esse
ser, "sobrenatural"?...


Lívi@petitto

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vontades...


Vontades... são apenas chorinhos
nas lembranças do luar...
Ela que já foi criança, ficou
lá no passado e agora, nem adianta
mais chorar...


Lívi@petitto



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Eterna morada...

Assistam o filme e sintam a Paz emanando em
seus corações. É lindo!

Ah! eu a vejo, nuvem linda, iluminada
sempre que choro, ela está acolá
não é acinzentada, mas é branca alva
se mostrando intacta, no mesmo lugar...

Ela se doa, sempre pronta a inspirar
no despontar do amor, o infinito estrelar,
soprando mensagens, intuindo notas
secando prantos, induzindo o cantar...

Eis a casa... Luz que se propaga,
traz a esperança e com Fé se mostra...
Despertando talvez vaga lembrança
do recôndito eterno, coberto de rosas...

Nosso lar, uma das tantas moradas
que o Senhor nos prometeu...
Por Jesus o caminho, a verdade e a vida,
nos exemplos benditos, que ele viveu...


Lívi@petitto



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

No laço...


Não me recordo se na ponta da fita,
tem algum imã com jeito de anzol,
sei apenas, que quando passo
por você, te fisgo no calor
e te enlaço, como se enlaçasse o sol...
E eu te pego no amasso,
com esse coração taquicardico,
a me orvalhar o suor...
E quando enfim te encaixo,
te prendo e amarro com um nó...
E nossos braços se entrelaçam
e a gente, se torna um só...



Lívi@petitto

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Era vida...


No gélido lençol de cama
uma lembrança me assanha,
a saudade de um bem
um corpo se arde em chama,
o desejo clama e ele não vem...

Tornei-me o próprio outono,
vida ressequida sem dele o suor...
como um inverno, frio e chuvoso
perdi a energia, estou só...

Já não existe mais primavera,
nem rosas e cravo, apenas um nome
já não exalo mais o cheiro delas,
nem desse nome, o perfume...

Era ele pra mim o doce verão,
o afago de brisa, em mim o calor
o suor do meu corpo, a sensação
o ardor fecundo, o gosto do amor...

Saudade dele foi o que restou,
desse nobre homem, que vida me deu,
telepatia, dois em hum e sintonia
era vida, o que a gente viveu...



Lívi@petitto