segunda-feira, 31 de maio de 2010

Entre agitos...


Há vulcões erupindo, valetas se
abrindo, corações aflitos...
Há choros e gemidos, constantes
e um silêncio se guardando
fingindo-se distante...
Sou um lençol que cobre, um calor que
agasalha, sou uma dor que sucumbi,
sou mortalha...
Sequer tenho nome, algo esquecido
no centro da sala.
Vejo cansaços e do meu, me desfaço.
como entregas ao desânimo, entre
sorrisos apagados...
Corpos crescidos e ainda padeço
dos choros de berço...
A solidão me escuta, não fala comigo,
mas sente meu dorido peito
e quando a noite escurece, entrego
o de mim numa prece e o clarão do dia
sob a guarda mãe Maria...


Lívi@petitto

domingo, 30 de maio de 2010

Não se tem receita...


Para amar não se tem receita.
Que seja do jeito que pinta,
nas noites de chuva ou na lua cheia,
amor bandido que triiina...
Que fale manso, que seja quente, gostoso tanto,
nos entrelaços que se enroscam e se atam;
por cima da cama, no chão, por cima do banco...
É língua na taça, é broa no forno, é esguicho
de jato que acalma o fogo,
é um fósforo que risca e incendeia de novo.
Para amar, não se tem receita...



Lívi@petitto

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Um sujeito oculto...


Quando as horas nada diz
o silêncio tenta adivinhar o que
ela esconde...
Espreita as suas hipóteses,
mas ela não corresponde...
Conformado, ele se entrega aos braços
do tempo e se finge imune...


Lívi@petitto

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Monologando...


Eu busquei uma razão para viver e Deus me deu uma infinidade delas, para que eu não viesse a encontrar um motivo para dizer, que não me valeria a pena.
Eu procurei entender o porque de minha ânsia por querer alcançar a liberdade e Deus me ofertou o AMOR para que eu compreendesse que amar era a verdadeira razão para sentir-me livre, longe das presilhas que eu mesma criara.
Eu desejei saber o porque da dor, porque senti-la, quando tanto ela nos mutila e Deus mais uma vez me fez compreender, que sem a dor, eu jamais despertaria todos os meus outros sentidos e nem vida ofertaria aos meus sentimentos...
Eu me intrigava em querer saber, do porque teria que nascer, se um dia a morte haveria de acontecer e Deus me fez compreender, que sem a vida na carne, não haveria como suportar as dores, como também não haveria de experimentar todas as outras razões, visto que, sem passar pelos degraus da escolaridade, não teria como conhecer o patrimônio maravilhoso e lindo, que ele me fez digno de viver. Ele me fez compreender, que sem o gosto de minha boca, não poderia desfrutar do sabor da vida, tanto e quanto ela me representaria no balbuciar das palavras, a fala de todas as minhas sensações. Que sem a minha visão, eu não poderia atender a exclamação da existência, na razão mais simples de poder aprecia-la. Que através da minha audição, eu não haveria de ouvir meus próprios apelos e nem me dar a sensibilidade de ouvir aos apelos de outros meus irmãos; e, que pelas minhas vias respiratórias, eu não teria como sentir as essências externas, que me eram proporcionadas, através dos meus pulmões, injetando-me à vida pelo próprio perfume do oxigênio que eu exalava. Por fim e por mim mesma, acabei por compreender o porque do tato, do toque, do apalpar de minhas mãos, quando no seio de mãe eu já desfrutava do prazer desse calor, quando ela tão entregue, me afagava, sem palavras, falando de amor...
Mas eu ainda desejei ir mais longe, pela minha curiosidade de ser um ser pensante, onde se encontrava a válvula que me regia, que me proporcionava esse pensar e Deus me fez acreditar, que dentro desse meu corpo havia uma alma, sequiosa de amar. Que era ela um sistema inteligente, na forma automática de se [re]avaliar. Portadora de um sensório digno nos impulsos da busca do ir e vir, no potencial de saber ultrapassar os obstáculos.
Que essa alma traz em si, todas as suas envergaduras na capacidade mais plena, de encontrar em tudo, a graça de ser, no ser de si mesma, reconhecendo-se até mesmo no ser do outro. Que está nela toda uma fortaleza, de saber se conduzir no corpo que a habita, para o alcance das esferas mais sublimes, nas viagens constantes entre vidas...
E eu comecei a chorar... Foi quando Deus me disse ainda, que as lágrimas eram minhas emoções, que me faziam sensitivas e por fim reflexivas, na compreensão e aceitação de meus burilamentos interior e que isto era o princípio de tudo, quando a clareza de minha alma já começara a despertar e na vida acreditar...
E foi neste instante, que sorrir enxugando a minha face, compreendendo que sou lívre por AGIR e que a partir do REAGIR sem pensar, eu perco a minha ARTE e acabo por dar adeus, a minha real e total
LIBERDADE...


Lívi@petitto

terça-feira, 25 de maio de 2010

No meio do mato...


Eu só queria uma casinha
que fosse no meio do mato,
entre pedras, a modéstia
e um riacho do lado...

Nas noites o brilho da Lua
prateando o meu telhado
e o sol iluminando meus dias
deixando meu corpo dourado...

Que eu pudesse viver a gosto
das flores em recanto adornado,
sem ouvir falar de imposto,
nem d'um governo safado...

O som mais puro dos pássaros
Nem telefone, nem rádio
nas árvores o sombreado,
e um pasto de ervas forrado...

No riacho, um céu azul,
nas hortaliças a esperança,
no cão amigo a felicidade
de brincar com minha criança...

Entre as árvores solta rede
sentimentos, ao doce balanço,
livres maritacas palradoras,
e eu me dando ao descanso...

Quero deitar em capinzal
conviver com a criação,
arar toda a minha terra,
o plantio, com minhas mãos...

Adormecer ante o crepúsculo
feliz sem pensar em nada,
não ter dores, nem queixumes
e só acordar com alvorada...


Lívi@petitto

domingo, 23 de maio de 2010

Al Di La (Além)


Alma que desponta em tantos horizontes,
entre pontes pena e cenas, entre sonhos
em plenitude...
Vives cada momento, como se palpável fosse
muito além da nova era, o que sempre era e foste;
o que te faz contrária as leis viventes de apenas
ser quimera, nas matérias dessa terra…
Oh alma liberta! Quão sois intensa indo além,
do mais recôndito infinito, ultrapassando barreiras,
em voos tão bonitos...
Sois rica e bela e por todas as eras, conheces
os sentidos quando na inquietude, um algo esquecido
surge, no balanço do intuitivo...
Segue alma, assim tão leve, momentos breves,
cortinas descerra e quando no peito acalentares,
um tempo suscito, cerra teus olhos e abre tua janela...


Lívi@petitto

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Lua e Eu...


A lua hoje está recíproca comigo
por influências astrais
uma metade de menos, para
alcançar a demais;
Ela está crescente e eu crescendo
quão ela, tanto mais...


Lívi@petitto

Eu havia me esquecido...


Sonhos...
Eu havia me esquecido que eles existem
e que de olhos cerrados, deles poderia
desfrutar...
Sim, eu havia me esquecido dos sonhos, quando
outros foram desfeitos e perdi a arte de sonhar...
Passei a dormir simplesmente, neguei o direito
a minha'lma, de outros sonhos buscar...
Alguém me lembrou que posso ter outros, mesmo
acordada e voar entre céu, terra e mar;
que posso ir de encontro ao infinito e amar...
Ainda que não possa mais construir castelos,
que importa, se posso armar uma barraca,
e deixar o sol entrar...
Sim, eu preciso voltar a sonhar
Não precisava te-los esquecido, bastava-me
apenas acreditar...


Lívi@petitto

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Soletrando...


Sou um pouco disso tudo
o nome que assim me diz
sou [li]vre na travessia
sou Lívia pra ser feliz

Se me sinto passarinho
no [li]rismo dos meus versos
apascento o meu ninho
lhes a[li][via]ndo os confessos

Sou [li]bido de minha'lma,
no coração o profundo
[lí][vi]d[a] que eu nunca seja
na lividez deste mundo...

Ser Lí não é ser alí, nem acolá
ser é ser + VIA adjacente leal
caminheira de travessa rumo à
preferencial...

Silabo meu sobrenome
porque sobre estar acima
debulhando esse epíteto
abro de mim as cortinas...

Sou Duarte, dura arte!
Aperfeiçoo minha jornada,
Lacerda... Obstinadas cerdas!
No propósito de moldá-las...

Apetitto, por empréstimo,
por encontro d'outra alma,
o apreço apetecido
de alma gêmea, alma/alma...

Lívia Duarte de Lacerda Apetitto



(Livinha)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Miragem...


Aqueles faróis que avistei naquela noite,
no meio da estrada, não era um carro, mas
duas motos emparelhadas que por mim,
passaram aceleradas. Sobrevivi, ainda que
palavras tenham sido esmagadas.
Depois, perante o dia amanhecido por olhos
que de nada sabem, fui condenada.
Não. Eu não morri!


Lívi@petitto

domingo, 16 de maio de 2010

Procuro por Ela...


Procuro pela minha Graça, que não
sei porque, não mais a vi
e não creio que tenha fugido de mim.
Era ela saideira, vivia de sorriso,
enfeitava minha vida, fazia dela
um jardim.
Me queria tanto bem, que até
fazia mágica, tudo bom, sem ruim.
Se me via chorar, ela dava risada, se dormia,
me acordava,
mas jamais me deixava sozinha, jamais
me abandonava.
As vezes eu a indagava, do por que
desmiolada e ela nem resposta dava,
saltitava feliz e gargalhava.
Um dia eu a seguir, por destrás de uma
árvore me escondi.
Lá estava ela, que mesmo na sua idade,
ficava de quatro, fingindo ser canina,
só para assustar um gato.
Então percebi ser ela uma menina,
como aurora matutina no seu jeito jovial
Que o tempo, ela quem fazia, que mesmo
na chuva grossa, não temia o temporal.
Talvez esteja perdida, quem sabe
até esquecida?
Choro saudade da minha graça...


Lívi@petitto

sábado, 15 de maio de 2010

Chave da Esperança...


Basta trazer pra mim uma chave verde
com o nome de esperança...
Quem sabe assim a prosperidade não se
alcança.
A vida fala mansa, a gente cansa, desanima
e como faca cega, se esfrega em lima,
se afina e prossegue a triste sina,
sem reclamar.
Ante a hora do breve sono, bota a pose
no cabide e espera o novo dia clarear...
A gente carrega, o que a vida diz que leva
só pra nos enganar...


Lívi@petitto


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Em vão...


Pelos descaminhos, encontraste
uma rosa sobre espinhos,
caída ao chão.
Chegando socorreste-a dando o apoio
sofrido, em teu momento de solidão

De começo, ela estava arredia,
tinha dores embutidas no seu intimo,
o que naquele instante prevalecia
afinal, estava ela semi-morta a chorar
por um cravo extinto
Compreendendo, devotaste carinho,
cultivando nela a confiança e ela,
te aceitando aos poucos, deixando-te
adentrar no seu mundo a secar-lhes
o pranto...

E o tempo moldava aquele encontro,
fazendo parte daquela pegadinha
Floria encantos, temperava formosuras
e sensações entre contactos
foram despertando, destinando-se
a ousadia, o ato...

Hoje tudo se mostra irônico,
parece que o tempo congelou
pela janela saiu os sonhos e o encanto
se quebrou.
Queria, um motivo que me apontasse
uma razão e não apenas um
vulto, sem contextos, tão em vão...


Lívi@petitto

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ausência...


Uma salada,
carne grelhada,
uma saudade...
Um doce na mesa,
uma boca amarga,
uma vontade...
Uma lágrima moribunda
que escorre à face...
Um passado presente
nenhum disfarce...
Uma cadeira vazia
sensação, perpassa
e um corpo se levanta
num instante bruto
tentando saltar para o futuro...



Lívi@petitto

terça-feira, 11 de maio de 2010

Era uma vez...


Rasguei as cartas que o passado
me escrevia, desenhos e rabiscos,
detonei meu conservantismo.
Também quebrei as garrafas de Crush e
Grapette, um saquinho de confete,
como papéis de bala, feito nó.
Pedidos de beijos, daqueles garotos,
que me despertavam desejos na escola...
Acordei acabrunhada, pasma, quando
percebi que o mundo já não é mais como
era antes, tudo tão distante, longe...
Já não mais alcanço nada.
Perdi das mãos a alusão, quando
tantas coisas e vidas eu tocava...
A vida fala mansa, voz suave como
dama, engana...
Nas travessas do destino, ela arranha,
desencanta e rouba esperanças.
Quisera pudesse voltar a um tempo
modesto de criança, onde nas fantasias,
sorrindo levava à vida,
mas nem crianças mais eu vejo, nem
pulgas nem percevejos, desejos
sem brinquedos...
Roubaram da Páscoa os coelhos, do natal
Papai noel e dos parques infantis,
o romântico carrossel.
A Dalva, estrela valsa, sumiu do céu,
a lua brilha tristonha, exclusa, na falta
de namorados nas praças públicas.
E eu... nesta realidade bruta a chorar,
sob um rio de amarguras...
O mundo ouve, mas se cala.
Tantos erros sem censura e tudo que
queria, era uma vida sem tortura...
Hoje, nas impensadas atitudes o efeito se
aborta e a natureza se coloca morta...



Lívi@petitto

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Lembre-se...


E quando dirigir-me a tua palavra e não
obtiver resposta,
lembre-se, foi você quem calou a minha fala.
Se me chamares e não te ouvir, peça por mim
a Deus, sou o ouvido que você ensurdeceu...
Se ao passares por mim e por desventura eu não
te reconhecer, não pense que meu olhos de você
desviou, mas o meu orgulho que os cegou...
Se nos teus instante de solidão, leve brisa exalar
em ti o negrume, é o aroma de minha pele,
que te leva o meu perfume...
E se n'algum momento sentires um arrepio aliciante,
são as minhas mãos ao retoque do teu corpo, ainda
que distante...
E depois dessa comprovada entrega, do todo
de meus sentidos e, ainda assim, não te sentires
convencido, não te assustes à beira da tua cama
o lume: É minha'lma que se entrega ao teus
braços adormecido...



Lívi@petitto

sábado, 8 de maio de 2010

Gratidão a uma mãe...


Já ouço o sino repicar lembretes,
sinais que me assediam as lembranças,
da toda tua existência nesta vida,
na voz amorosa, badalada esperança...

Meus olhos neste instante lacrimejam
memórias dum passado já distante,
desde a tristeza, a um frio trepidante,
envolta em tua saia esvoaçante...

Recordo o teu colo, óh mãe querida,
mãos de tua lida os cabelos me afagava
mudas palavras, no silêncio traduzidas,
a seu labor o reflorir, minha jornada...

Perdoa mãe pelos meus incontáveis erros
olvidei tantas vezes teus conselhos,
queria tanto neste instante confessar-te
nem a título de mãe, a ti me assemelho...

Ah eu queria voltar as tuas entranhas,
gérmen intra-uterino, à vida principiar,
a um tempo me dar, tornar a ser casulo,
poder sentir no teu calor o aconchego

Te abraço no instante deste dia
ainda que a claro olhos, não te veja
te sinto o sorriso na minha alegria,
quando em prece minha face, você beija...



Lívi@petitto

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Impulsividade...


Oh, alma de mim,
vê se pára um pouco,
deixa dessas inquietudes,
esses gritos roucos,
deixa esse meu eu de nada
sem saber...
Estou cansada de reviver
os rebuscados loucos
nesse teu retroceder...
Tenta dormir vai, larga dessa
Impulsividade…
Amanhã você pensa, deixa pra lá!
sossega essa tua consciência
e deixa esse corpo descansar...



Lívi@petitto

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Desencanto...


E quando pensei que viajaria com o dia
a noite chegou primeiro e tomou o
meu lugar...
E quando pensei, que havia hora marcada,
o relógio estava envelhecido e a marca,
pela poeira apagada...
E quando pensei que estava a viver o hoje,
ainda era o ontem e o amanhã não mais
haveria de chegar...
E quando conclui, que tudo era o pensamento,
que estava a parir o sonho, era um aborto
e que eu não haveria de mais sonhar...
Não mais viajo, não tenho as horas, tudo é engano,
sou filha do tempo, por não ter sonhos,
deixo me levar...


Lívi@petitto

terça-feira, 4 de maio de 2010

trasladas horas...


Traços e rastros na travessa da cidade
dita metrópole que o tempo condena.
Roncos, buzinas, tensão e balbúrdia
vozerios inquietantes, quanta persistência!

A longa e larga avenida fez-se principal
eu, de plantão na guia como policial
e lá se vai aquela criança, sequer
atende o sinal...
Corre menino, antes que a ti alcance,
aquele caminhão da transversal...

Pancada em sino, triângulo irritante
é o pipoqueiro perambulante,
sequer percebe mulher na agita:
hei! cuidado com o homi, seu motorista!

Papeis voam lá de cima daquele arranha
céu e ainda mais acima, passa um avião,
senhor de idade, cansado e trôpego,
de voz embargada: S.O.S o ladrão!

Pobre mendigo de quatro ao chão
ciscando com pombos, migalhas de pão
chega o seu guarda, sai vagabundo!
e segue o abutre, poeira estação...

Um sinal é rompido, um freio atrevido
um corpo jogado, cuspido ao chão.
Safado culpado! não ver onde andas?
Alma levanta secreta, aos olhos
da compaixão...

A Igreja repica seis badaladas
eufórica ansiedade volta pra casa,
o mendigo retorna, o lixeiro trabalha,
e nos braços da noite, solidão se cala...


Lívi@petitto

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A peça que faltava...


Eis a peça que você me trouxe,
talvez a que eu tanto procurava,
uma palavra que foi cortada,
me deixando ao léu do compreensivo.
Eis a peça que você me deixou,
talvez um substantivo,
que me dê respostas do que me
basta, para que eu fique de bem
comigo...
Eis a peça que vc me deixou,
talvez uma fotografia,
ou mensagem que seja, de apenas
um nobre amigo...
Talvez uma virgula, ou um ponto
algo que me seja a essência,
por tantas e tantas reticências
em que vivo...



Livi@petitto

sábado, 1 de maio de 2010

Eu existo!!!


Abandonado ou ignorado
palavras distintas e tão parecidas
uma trás revolta, a outra revelia,
na descrença sombra, na indiferença marco
O abandono é um ser tristonho,
ao crer que ninguém, um dia foi alguém
e passa a viver de sonhos...
O ignorado, vive amargurado,
vendo que alguém, finge não ver ninguém
e se sente desprezado...
O desprezo é um moribundo em declínio
lento, por não se sentir amado...


Lívi@petitto