domingo, 31 de janeiro de 2010

Poesia...


Poesias são almas de poetas,
que dum canto qualquer manifesta
um amor que em si balança...

Dizem que poetas mentem,
mas quem o diz, deveras sente
o sentimento do poeta quando ama...

O que seria de mim se não fosse
os pensamentos, retrato desse meu
íntimo, nas asas do firmamento?
Eu não teria a quem entregar meus
juramentos, que mesmo transbordantes
no silêncio, ecoam entre sussurros
os meus tormentos...

O que seria de mim, se não fosse
esse corpo que habita a minh'alma
sede e fome que inebria e me acalma,
nas entranhas desse meu Eu,
que vida exala?

Sem os versos eu nada seria
e como as corujas,
dormiria no clarão do dia,
rasgando as noites com elas,
como poeta morta, na
deriva da poesia...

Sim, eu amo a poesia, que a mim
excita e aquece a alma...


Lívi@petitto

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Renove-se!!!


E por que não se renovar?
acreditar que a cada manhã,
é uma nova oportunidade de reparar
nossos afã...
Por que vestir a camisa do negativo
quando tanto positivo, nos embala
de esperança?
Existe um algo dentro de cada um
de nós,
que nos leva a ser ingratos pelo não
reconhecer,
levando junto a descrença, impossibilitando
o vencer...
Existem sorrisos nas nuvens, qualquer
um pode ver,
retirando o véu dos olhos tristes,
agraciando o viver...
Voar! quem há de afirmar, que não
podemos?
Quando os olhos no espaço, batem
as asas no silêncio,
versejando o colorido do artista,
tão precioso, formoso e pleno...
Vamos? vamos nos dar ao direito
de sair, espargir a Paz, serenando
o porvir,
vislumbrar a natureza com encanto
e com amor, um jardim florir...
Precisamos ser felizes e isto
depende de nós, quando na irmandade,
somos verdadeiros condutores desta
travessia gloriosa, tesouros intenso
do mundo..


Lívi@petitto

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Perdoando a si mesmo...


Comece pelo perdão, o de ti mesmo.
Dessa culpa que oras sentes
te amargurando o coração...
Falhas? são ocasiões que surgem
na ausência do pensamento
pois que somos seres frágeis
diante da tentação...
Sinta! a vida continua, no oportuno
tempo de reparo, quando tens
na consciência, noção dos erros
causados...
Não somos perfeitos, nem tanto
conhecedores dos nossos defeitos,
há um orgulho premente, que se
posta de repente, combatendo a
reparação...
Jogue fora! experimente! o alívio
de imediato vem, ausentando a dor,
te dando sustentação...
Mas por favor, agora pense:
Não vale a vida, a sua depressão,
sacuda, se habilite, você pode!
Alcance a glória da conquista,
força e determinação...


Lívi@petitto

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

É o meu querer...


Eu só quero um braço amigo
e que no abraço, me conforte
um aconchego de peito caloroso
onde minha cabeça possa recostar-se..
um coração, que corresponda aos
meus anseios e os faça aquietar-se
Eu apenas quero, ouvidos para
me ouvir e ainda que nada tenha
a me dizer, mesmo no silêncio
me oferte tranquilidade...
Também desejo carinho, um beijo
terno, um toque,
mãos que me atenda as demandas
e diga que me ama...


Lívi@petitto

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Vento, traga pra mim...


Vento, traga pra mim as palavras
mais doces,
que algum pensamento deixou
a mercê dos ares,
junta todas as sílabas, transforma-nas
em frases e digas para a brisa, fazer-me
a entrega, para que eu possa me
sentir amada...
Que por ela, retornarei as minhas palavras,
devolvendo a ele o que tanto guarda,
com receio de me dar...


Lívi@petitto

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Livinha em verso e prosa...


Me vire de todos os lados,
se desejas me descobrir,
sou clara, bem a meu grado,
nada tenho que fingir...

Espontânea e transparente,
o meu riso, sempre a ver,
qualquer lado que me tente
estou de frente pra você...

Pegue leve, com cuidado,
sou sensível até demais,
de todos os meus sentimentos,
só não ofereço os meus ais...

Meu externo, ao tempo pertence
alma num corpo, que se habita
outras almas que em mim adentram,
nas afinidades, são conquistas...

Não estou pronta, ainda em reparo,
me disponho a evolução,
meus defeitos, não são raros,
estou em busca da perfeição...



Lívi@petitto

Psiu...


Psiu...
Pega daí o beijo que daqui te mando,
não se mexa, deixa que ele seja certeiro,
tocando, onde você deseja...
Não me retorne de imediato, sinta-o primeiro,
para que a sintonia não se perca...
Agora feche os olhos e se concentre, que
eu possa sentir, do jeito que você sente...
Deixa-te bater no meu reflexo, para que
no revérbero de ti, eu me conecte...
Sinta de mim a essência e se te for de sabor
dulcificado, assim de forma tão louca, foi porque
o beijo mandado, alcançou a tua boca...


Lívi@petitto

domingo, 24 de janeiro de 2010

Que jeito?


Vivemos a mercê do tempo.
Planos, que jeito? quando somente ele
quem determina e como parceiro do vento,
nos subestima...
O que ele não sabe, é quando temos a sorte
como companheira, que a ele, desanima...



Lívi@petitto

sábado, 23 de janeiro de 2010

Seu Aniversário...


48 anos, números que pra mim representa
o teu existir,
mesmo sem aquelas vestimentas, de
quando te conheci...
Sim, 23 de Janeiro, eis o teu aniversário,
e ainda que não te veja, sinto as voltas
do meu peito,
os teus braços, que me rodeiam como um
escapulário...
É meia noite e vejo-te entrar, junto ao dia
que festeja o teu pulsar...
Perdoe-me a emoção, essas lágrimas que
me rolam à face, nas teimas por querer ficar...
Eu não posso tocar você, mas veja como
Deus é bom: me permite te sentir e até mesmo
perceber, que também estais a chorar e isto é
o que nos fortalece, porque sabemos que um
dia, vamos nos reencontrar...
Saudade... Palavra triste, sabemos disso,
como sabemos também, que a distância não
existe neste universo infinito...
ah, nossas filhas... Nossos motivos mais íntimos,
que pra mim, tornaram-se telas, quando vejo nelas,
um pedaço de você e te reconstruo em meus
pensamentos e dos teus traços, jamais vir a
esquecer...
São tão lindas como sois, na mistura de nós dois,
trazendo com elas, até os mínimos exemplos,
que você deixou, como herança do teu bem
proceder...
Agora me diz: como está você?
Estou sempre a orar por ti... É, eu bem sei que
você sabe, quando banhos de paz te emanam
semblante suave, desse amor que nos invade..
Vou deitar, preciso libertar desse meu corpo,
a alma que deseja te encontrar de novo...
voar por esse espaço bendito, te namorar, rever
os teus olhos, beijar os teus lábios, comemorando
contigo a tua festa, aí do outro lado...
Quando sei que anjos que te guardam, te aplaudem
neste teu viver, sempre abençoado...


══════ﺅﺊﺋﺋﻼణణﺅﷲﺅﺋﻼణణ══════

Parabéns meu eterno companheiro
pelo que és, sem nunca haver deixado
de ser...
Por te sentir vivo dentro de mim...
Pelo Pai magnífico deste percurso
infinito...


Lívi@petitto

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Refazendo à mala...


Sim, há uma mala que sempre carrego
comigo, desde quando ao mundo vim,
nesse tempo, n'outras eras, temperamentos
bons, outros ruins...
Sei que tenho hora marcada de voltar,
uma viagem em tempo de seguir, mas sequer
me lembro a data, pois que já me esqueci...
Por enquanto, deixo-na aberta, em reparo,
trocando o opaco, dando um brilho novo,
nas minhas mais íntimas reformas...
e nesse interim, vou seguindo e distribuindo
cruzando portas, dividindo o que de belo
tenho, somativas de minhas andanças...
multiplico horas em trabalho, destino
a mim concebido, nas leis de amor...
e peço a Deus muita força, de suprimento preciso
e que num último suspiro, ainda em tempo de
agradecer à vida que a mim, ele confiou...


Lívi@petitto

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Manifestações...


A natureza faz o seu atesto,
grito de manifesto em toda sua expressão
fulgurante serpentina, caída dos altos no chão...
razão de metas incitas, idéias e faces sucintas,
d'um glorioso artesão...
Eis aspectos tão distintos, templos reais aludidos
aos olhos turvos da inflexão...
Lagartas, sois borboletas como pássaros, operetas,
símio curso, geração... mudanças um todo planeta,
eras retrógrada, falsetas, abalo sísmico de revelação...


Lívi@petitto

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Lembranças...


Posso ouvir na lembrança o velho
violino tocar, aquela valsa mais linda,
quando de amor falavas,
e os passarinhos saltitantes em festa,
em coro sonorizava...
Eles já sabiam de todas as cifras
e todos os cantos, do nosso arrebol,
e saudava-nos em suavizante bemol
pra gente valsar...
depois, o dia já amanhecido, eles nos
acordava, ecoando em sustenido o Dó
da alegria que aurora contemplava...
e todos os dias, eles cantavam
a mesma canção, de quando a gente
se amava...


Lívi@petitto

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Graça & Glória

Para quem não conheceu a Graça
veja postagem: 04/set/2009.


Quantas noites não já deitei chorando,
por uma perda que na vida eu sofri,
noite passada, tudo foi bem diferente
sonhei com a Graça, me levando a sorrir...

De riso pronto e até escancarado,
no rebolado, descontraiu o meu afã,
e no confesso do seu jeito espontâneo
disse que tinha mais além uma irmã

Sentou ao meu lado, à beira de minha cama
narrou que a mana, era anjo, como se diz
que d'outro lado, ela muito lhe inspirava
fazer da vida, um jeito simples de ser feliz...

E toda prosa de supetão, puxou meu braço,
foi engraçado, fazendo em coro, o nosso riso,
e no arrastão, para um passeio divertido,
insinuou ser uma viagem ao paraíso...

Extasiei... um lindo lugar, uma Nova Era...
fulgente escada e logo acima, um altar
com emoção, apontou-me ser aquela
eterna vivenda que sua irmã faz a morada

Desejei saber afinal, quem era a Graça
descontraída no seu jeito tão amiúde,
-Sou alegria, esboço e forma, sou virtude,
e Glória, a intensa sabedoria, é plenitude...


Lívi@petitto

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Céu e mar...


Há um céu espelhando-se no mar
ambos dotados de estrelas
comuns, mas bem diferentes,
quando no simples, se assemelham...

Nas estrelas fulgurantes do espaço,
eis a luxúria, brilho e beleza,
enquanto que as estrelas do mar,
de opaca aparência e singeleza...

Assim somos nós, seres humanos
de notória semelhanças físicas,
enquanto as ocultas diferenças,
vem de nossa natureza mística...

Somos seres imperfeitos, porém benditos
temos pontos semelhantes, quão estrelas
do lado externo, somos visão do sugestivo,
dentro do imo, toda índole do expressivo...


Lívi@petitto

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Eu sou Feliz!!


Seja feliz, jogue fora as frases velhas,
pensamentos tristes, coisas que não
te valham mais... Ginga teu ânimo, você
pode, sabes que sois capaz...
Não fique pra baixo, veja que acima tem
um céu azul, um sol que ilumina, pássaros
saltitantes de galho em galho...
Não fique emburrado, somos humano, e não
um ser qualquer, sem expectativa, surrado,
a mercê da escravidão...
Não gosta de chuva, te liga, ela vem pra te
molhar, te dar a água bendita, para que
você possa se hidratar, se banhar,
defender-se do calor, que te aciona as
células nervosas, desgaste e dor...
mas com tudo isto, deseje o sol também, nos
dar alegria, abrindo cenário fantástico
diante de nós, quando mostra luz que brilha,
borboletas, flores, de todas as cores,
enfeitando as nossas vidas...
Dormir? sim, durma, descanse um pouquinho,
permita que sonhos te direcione a belos
caminhos...
Depois, acorde e contemple a vida, que
a ti sorrir, implorando que não desanimes,
pelos muitos amores, que crer em ti.
Gosto muito de você e tudo o que desejo é
ver você, feliz, como desejo a todos nesta
travessia e, tudo o que posso manifestar,
é a mesma alegria com que todos direcionam
a mim, na mesma proporção, com que se irradia...
Tudo é saúde, basta sorrir, basta ser grato a Deus
como o rutilar das estrelas a despontar nos
olhos seus...
Eu somente tenho a dizer, que amo a mim mesma,
pela vida que Deus me deu, pelos filhos meus, pelos
amigos que um dia, me recepcionaram e disseram:
Que bom Lívinha te encontrar, quero sempre,
de sua vida participar...
Então, todas as nuvens se dissipam, todas as
tristezas, se removem e eu me faço enriquecida,
nesta bastança, de cada um, que me chega como toque,
como lenimento para minhas dores, para os meus
desencantos e desenganos.
Tudo fica tão pequeno, tudo fica insignificante,
quando vejo que a vida, não é somente um viver,
mas um precisar constante de mim mesma, de você
e a sua vida, também.
Então se levante, sinta-se criança, erga os braços
para cima, expresse nos olhos gratidão à vida e
brade com todo ar abençoado de seus pulmões:

Eu sou Feliz!!

Lívi@petitto

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Destino...


Vento, poeira e cerração, percursos em
desalinhos, decepção...
opto pelo destino das águas, que não me
cobrem de espinhos, nem frustração...
e cada respingo, que em minha face venha
a salpicar, lembrarei que não estou sozinha
a chorar, que esse mar, chora comigo...
E as estrelas mortas na praia, sei que
poderei reave-las nas águas, quando a noite
ressuscitá-las sob espelho do céu escurecido...
Na reentrância de mim, buscarei minha baía,
meu porto, um braço de rio, que desemborque
e não se finja de morto...
e, por toda a travessia, manterei os olhos
fixos no horizonte, onde nenhuma cordilheira
me faça confusa de novo...
Canções, sem saudades, deixando a mercê das
gaivotas, os cânticos suaves, levando os meus
pensamentos, para a eternidade...
e os sonhos, somente aqueles repousantes no
silêncio do convés e ante viagem com o destino,
a ele, direi em prece:
Que estou entregue, sendo feliz em qualquer
parte, desde que ele me leve...


Lívi@petitto

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Tempo...


Ah... essa dita hora "H"
que ninguém sabe onde mora, aparece
de repente, no seu jeito inteligente,
precisa e imediata, nunca falha...
Não é de correr ligeiro, nem chega
mais cedo, também jamais se atraza...
tem seus encontros marcados e jamais
premeditados...
Pede apenas paciência, pra que não
se corra demais...
responsável e previdente, amiga
correspondente dos que abraçam seus ais,
quando aversa ao acaso, sempre o mantendo
afastado, dos acontecidos tais...


Lívi@petitto

sábado, 9 de janeiro de 2010

Teclados...


Ah, nossos teclados...
dedilhantes teclas, feito piano,
parece que as notas nem soam mais,
por uma rajada de vento, que se fez
perder o encanto...
elas tocavam simetria, nos seduzia
a um tango de inebriante chorrilho que
o tempo, nem percebia, conduzindo-nos aos
estribilhos...
depois, nós dois, entregues a valsa,
de notas tão intensas, nos vibros que extasia...
...e aqui, te sinto a falta, e tudo o que ouço,
é apenas sinfonia...


Lívi@petitto

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ao menos um aceno...


...Sim, eu previa e havia dito, que como um ponto,
devagarinho chegaste até formar-se num corpo,
mas que sentia que este corpo, seria apenas uma
passagem e logo estaria se indo, formando um ponto
de novo...
um rastro, um adeus sem um mero aceno, como carretel
de linha, se desenrolando, num sopro...
e o que fica? apenas, o que sempre fez parte de minha
vida: CENAS...


Lívi@petitto

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Utopias...


Poltrona verde, fruto de minha utopia,
por tantas vezes, me induziste a sonhar
me deste teu nome, disseste ser a esperança,
e quando adormeço, me levas a passear...

Quantos castelos, já não me apontaste,
quantos encantos, meu coração fez vibrar,
e no borralho, me veste roupas diferente,
havendo um príncipe, querendo comigo valsar...

Sem carruagem, me apontaste um comboio,
seguir à risca, para o encanto não quebrar,
há uma senha e de pronto, acordo em susto,
no trilho estou, pelo horror, a desmaiar...

Não sei se este sonho, acaba alí
existe uma senha, pelo qual, já me esqueci
um príncipe ou um rei, que importa?
estou aqui, eu não morri!


Lívi@petitto

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Caminhos...


Caminhos...
percurso ungido, confiado a evolução
desponta todo florido, para
o abraço da missão...
exibe o amor, manifesto de atração,
e na alegria, ata laços de união...
Com amor tudo é possível, aceitar os
desafios, estrada a caminhar;
solavancos e contratempos, nas armadilhas
do tempo, é necessário se dar...
a importância da travessia, é jamais
desanimar...
Erros? acontecem e se não errar, como
acertar? é relevante apostar...
não somos donos do mundo na forma do ser
feliz, está nos tropeços pungentes,
a cartilha do aprediz..
Não esmoreça jamais, o amor, a ti conduz,
verás que no fim da jornada, anjos te aguardam,
com uma tocha de Luz...


Lívi@petitto

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sou o que somos...


Se tens necessidade de saber quem sou,
então assim digo:
Sou como os passarinhos, que na imaginação,
voa por este espaço, bendito...
e você?
não, não precisa responder, sois como eu,
alma apenas, sem sexo propriamente dito,
quando na casa do Pai, somos espíritos...

Não sabes que somos em Deus
a sua semelhança e forma, borboletas,
plataformas, mistérios da vida, a razão?
mundanos, nascituros, de sentimentos
profundos, na busca da perfeição...

Um dia seremos anjos talvez,
todos na igualdade de ser,
reformada as diferenças, comungando
as mesmas bençãos, na ventura do saber...


Lívi@petitto

sábado, 2 de janeiro de 2010

Lá vai ela...


Lá vai ela,
em sua ciência mais que exata,
somativa, reflexiva e multiplicativa,
nas páginas já viradas, da sua história...
seguindo seus passos,
passo a passo e no compasso,
a sua trajetória...
Do milímetro, um centímetro
metro a metro, o quilômetro,
rodopiando as esferas, alcançando
falas, d'outro lado do mundo...
e segue a Poeta,
versejando alma, compondo
sonhos, redescobrindo metas...
um divisor comum, nos verbos
que abraça, os substantivos diversos...
e com o auxilio de sua graça,
deixa de ser um sujeito oculto,
abrindo as cortinas da vida,
vestígios profundo...


Lívi@petitto

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Janelas do futuro...

Que as janelas do passado
deixem o egoismo de lado,
ensejando emanações às janelas
do presente, para que sejam retirado,
os seus gradil
e as janelas do futuro, não sejam
apenas um dia 1º de abril...


Janelas...
Quanta beleza é possível de se ver,
uma janela assim surrada, quantas coisas
já guardadas, por trás dela, tem porquês...
Janelas retratantes do passado,
romantismo vivo de corações apaixonados,
onde o mundo era feliz sem saber...
Janelas, onde se resguardavam belas donzelas,
sempre havendo um seresteiro, que se
encantasse por elas...
ah, isto é coisa do passado, que jamais deixo
de lado, para não me arrefecer,
é patrimônio envelhecido, mesclado de sol dourado,
cuja a chuva fez respingos, tantas vezes na parede,
em nostálgicos perecer...
e eu fico aqui pra ver, que tudo isto ainda,
haverei de reviver, d'outras janelas,
sem gradil, a florescer...


Lívi@petitto