terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ouvi dizer...


Ouvi dizer que Natal tem cheiro
de caridade,
mas ninguém sente, nem eu!
Seres ingratos que somos,
pela vida que Deus nos deu...

Quão egoístas, orgulhosas e hipócritas,
as falas em nossas consciências...
Vadias em seus instantes prazeirosos,
sequer dispondo-se à benevolência...

Tenho vergonha de mim,
natais os mais lindos que sonhei...
Hoje, casada com o "sera[fim]"
nem conta disso, me dei...

Tantos "ser[inícios]" por aí,
viajantes em seus suplícios,
carentes, mortos de fome,
e nada damos ao sacrifício...

Tanto temos e tão pouco doamos,
natureza rica que consiste,
por ausência, fazemo-nos estranhos...
Arraigadas melindrices!

Os Natais estão nascendo,
todos os dias, consequentes...
Se para muitos somos únicos,
juntos, também únicos, para muitos...

Lívi@petitto