terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Horizonte...


Naquele horizonte eu repousava
o meu olhar,
de cá, de minha janela, onde nos fins
de tarde, o crepúsculo embriagava-me...
Olhos minúsculos esses, que se introduziam
em toda aquela imensidão, onde nem
a natureza se apercebia do que eu via
e que nada tinha sido em vão...
Eu era capaz de sentir, cada mudança e
mesmo quando a noite se fechava, nem
me dava conta, fresta de luz permanecia
e eu vibrava em cada transfiguração...
O universo não era meu, eu sei...
Mas o monstro arquitetônico foi levantado
naquele terreno vago, impedindo minha visão...
Então troquei de janela, afinal o sol haveria
de ser o mesmo, deixaria de ser poente,
mas nascente, como encantos de primavera...