domingo, 12 de dezembro de 2010

Além do obscurecido...


Talvez eu precise mudar o meu estilo,
contrariar o dia, com suas luzes espreitas,
e apagar-me em quietude...
Nas noites, me entregar as estrelas, sob
disciplina do silêncio, ouvindo as corujas,
quando nada compreendo...
Elas sabem onde, nos recônditos
mais íntimos, se guardam as nuances
nos embalos do vento...
Porque não criam, vêem além do obscurecido
e na sua sabedoria, o abstrato para elas,
é tudo onde não exista vida...


Lívi@petitto