segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Alhures...


Talvez tenha sido melhor assim
um eu de chuvas temporais,
a me impedir de ir ao baile...
E ainda que meu tempo, a céu aberto
se mostrasse,
dentro de mim cogitava dubiedade...
Depois...
Como se-lo, se asas não palpáveis,
me inibem o zelo,
corpo espesso e efêmero, contrariando
almas alhures vive-lo...
Tudo seria tão mais simples,
os espaços removíveis, como puzzle,
um jardim,
a valsa além dançaria, quão estrelas
cantariam, sussurros de sim
e o beijo do céu na terra, a viver
de amor enfim...


Lívi@petitto