sábado, 30 de outubro de 2010

Uma Senha...


Grita alma agitada, irrequieta,
em tua essência de mulher...
Diga-me o que você quer,
nessa aparente ansiedade...
O que pensas, o que sabes e nada diz?
Tens tudo e não te sentes feliz...
Revela pra mim, conta-me tudo,
saberei te ouvir...
Eu te sinto, mas não te adivinho,
uma angústia te bulindo, coração
eternecido, clamando por um carinho...
No breu das noites te embrenhas,
mirando estrelas, como que buscas
uma senha, e palavras silencias...
E choras, choras tanto, contida
em tua afonia...
Te vejo sozinha, vestida de ânsia de
vontade de viver e ao mesmo tempo,
oscilante entre o tranquila e ofegante,
como quem fica a querer...
Ah e os suspiros, quantos não já contei,
pareces a lua cheia no limite da explosão,
burilante madrugada, no teu porto
solidão...
Sim, eu te compreendo, pois que sinto
os teus reflexos, nesse ávido corpo são...


Lívi@petitto