quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma razão para mudar...


Ele não sabia que havia partido,
permanecendo na esfera rústica
daquele casarão...
Sempre dedilhando uma viola,
tocando a mesma canção...

Ela também não fazia ideia
quem era o tal desconhecido,
madrugadas debruçada na janela,
ouvindo seu cântico, eternecido...

Trazia consigo eterna paixão por ela:
Moça donzela, orgulhosa e arrogante,
herdeira de posses incontáveis,
em sua avareza interessante...

Ela jamais se interessou por alguém
bens materiais era o seu patrimônio;
pois que nunca olhara para ninguém
e sequer pensara em matrimônio...

Por longos e solitários anos
noites a viver das mesmas cenas,
olhando aquele moço na porteira
de coração brando e feição amena

A solidão do tempo, lhe corroia
e aos poucos fora se entregando...
Não contava as horas, nem dormia
e por aquele moço, se apaixonando...

Sequer percebera seus cabelos branco
se vendo como ele, de aspecto jovial,
e de súbito, se jogou pela janela,
selando encontro com esse
ser, "sobrenatural"?...


Lívi@petitto