sábado, 11 de setembro de 2010

Doces ninas...


Por todas as matutinas vesti o papai
de fantasia e o convidei pra brincar...
Nas tardes comigo um canto fazia
e nas noites, meu cobertor pra deitar...
Nas manhãs era eu uma menina,
a tarde, linda mocinha,
sonhando com a noite pra namorar.
Hoje nas manhãs, um parecer ausente,
meu pai de olhar longíquo contente,
sonha, comigo abraçar...
A tarde, nem se dá conta das horas,
e ainda pensa que estou na escola,
quando já noite, ela feito marte, esculpiu-me
como vênus, e me tirou pra dançar...
O tempo passou...
Mas o que ele não sabe, é que somos ainda
crianças, quando trazemos na lembrança
o reviver dessa outrora travessia...
Sentimos saudades e nos preparamos para
o amanhã, quando outros laços de afetos
também nos levarão aos sonhos, desse jeito,
que hoje meu pai está a relembrar:
Doces ninas, das tantas matutinas, nos sonhos
ainda, a vida encantar...


Lívi@petitto