sábado, 14 de agosto de 2010

Vou embora...


Asas sem comando
e sem forças pra voar...
O teatro baixa o pano
sem atos por expressar,
vou embora, vou embora
não é meu esse lugar...
A aurora não se levanta
já não canta o sabiá...
Nas ruas não tem mais criança,
sorrisos sem esperança,
dois olhos, somente um olhar..
O silêncio comprimi tensores
sob a pressão do ar,
nuvens esparsas na serra
canoa encalhada no mar...
As estrelas deprimente,
não se lhes vê mais o lume,
em fino véu se esconderam,
sequer se lhes ouve os queixumes,
na boca do céu se perderam...
Vou embora, vou embora,
deixo-me entregue, ao afã,
se não tenho onde morar
deito a roupa no divã...
Entrego a nudez ao destino
sou tua nobre menino,
me leva pro lado de lá...



Lívi@petitto