sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Vazio...


Dias que não mais vejo, noites
intensas e no corpo sequelas apenas
e ela, não se levanta...
Latejos que não compreendo,
olhos turvos, letras vazias sem palavras,
sem poemas.
No peito o anseio, na garganta
um nó sufocado entre punhos teso.
e no acato ao tempo, a melancolia,
uma poeta sem poesia...
Uma sede que não cessa, de um
sal que não estanca, com cheiro de
maresia e na boca morte lenta,
na embriaguez que vara o dia.
Não sei onde me perdi...
Uma sensação que me arrefece,
se estou viva ou se morri...

Lívi@petitto