terça-feira, 24 de agosto de 2010

E se ainda houver esperança...


O tempo já não mais como antes,
verão constante, uma hora a mais
porque se tem pressa...

Nas ruas da cidade, já não paira calma,
barulho estupram almas, tudo é festa...
Alguns sentimentos se ausentam,
a saudade está morrendo e a razão, é cega...

A vida, já não mais cor de rosa,
já não se toca viola, a cor é funesta...
O sorriso de um dia indo embora
o céu escurece, não mais se vê a aurora...

E a fantasia desmancha-se em cinzas, os dias,
são de todo quartas, fecham-se as cortinas...
E a natureza esmorece e as crianças
são mortas...

Cuidemos do futuro, se ainda houver esperança...


Lívi@petitto