domingo, 25 de julho de 2010

Disciplina...


Por que haveria de brigar com as horas,
que disciplinadas dedicam-se ao tempo?
sou eu a derradeira que se demora
alhures com meus pensamentos...

Abelhinhas irrequietas rende o tempo
sem lamentos, se adocicam em favos mel
são operárias e cumpre o fardo a contento,
mesmo estéreis, faz na jornada o seu papel

Eis que a Rainha, dominadora e astuta,
faz suas vezes na gloriosa reprodução
e com orgulho, soberana se apruma,
embevecendo de feitiços, seu Zangão...

Maitacas palradoras, no agito sem parar,
grilos na noite, os burburinhos a retorcar
vidas surgindo, acolhidas em seus ninhos,
e ostenta um canto, a magestade, o sabiá...

Belas formigas, se disciplinam enfileiradas
faz a estrada indo e vindo a trabalhar,
entre paus ocos, sobre árvore, sob terra,
são sociáveis, faz a morada, sem debandar...

E a matutina, ainda menina, se levanta
veste o biquini e se entrega para o mar,
e na vespertina, a dourar seus sonhos,
dá sim ao crepúsculo e o convida a namorar...

E a roda viva de sementeira incessante,
influi ao mundo a consciência e a razão
com disciplina, dá-se em luz na amplitude
e determina em linha reta, sua extensão...

Somos obreiros, desta terra, luz bendita
nas semelhanças, o realçar em mutação
somos a vida, da própria vida, a existência
a inteligência, o libertar-se, renovação...


Lívi@petitto