segunda-feira, 7 de junho de 2010

Reparos...


Não sou um anjo, ainda padeço
das cobranças do destino...
Talvez uma bruxinha regenerando-se,
se dando ao treino do sorriso...

Há um ontem, longínquo, remoto
aparentemente esquecido,
d'entre os tropeços do caminho,
se me apontam ainda guarnecidos...

Se me reservo, tenho minhas razões,
das características de mim embutidas,
sou o próprio fruto das descepções
sob pedra úmida, lágrimas incontidas..

Tento desfazer-se das minhas armas
não me julgar delas tão necessárias,
buscando paz, sem ser assim desconfiada
mas o vento ativa páginas já viradas...

O meu destino, eu quem os tracei
no pergaminho por mim está escrito,
merecimentos e reparos, bem sei!
beiras do caminho, os meus detritos...

Sou curiosa, por isto sou poeta,
busco respostas, vasculho tudo...
Reviro vãos, observo as arestas
descerro os mistérios em grito mudo

Óh Meu Deus! Incrédula? não sou!
O sinto no imo, nas coisas singelas,
ouço tua voz e no silêncio a doçura
quando me tenta a cura das mazelas...

Que me faça acerto, entre tantos erros,
apagando do passado os meus rabiscos
que do reprovável eu me abstenha,
sem com tudo isto, ser um Ser arisco...



Lívi@petitto