segunda-feira, 28 de junho de 2010

Intrusa, insana...


Uma campanhia que toca?
uma porta atendida,
a saudade que chega atrevida.
Não pede licença, não avisa
e para me chatear, fica.
Entra, senta, se esbalda no sofá,
falando de coisas que evito pensar...
Sem rosto fixo, sempre fantasiada,
paisagens, pessoas, lugares
em seus perfis deveras transmutada...
Tento escapar, mas ela me segue,
tamborilando meus ouvidos,
folheando meu passado e não
me esquece...
Se auto convida para refeições,
se deita comigo na cama,
penetra em minhas interjeições,
intrusa, insana...
Mas se falo em trabalho, ela pula
em sobressalto se assusta,
e orgulhosa segue embora...


Lívi@petitto