domingo, 30 de maio de 2010

Não se tem receita...


Para amar não se tem receita.
Que seja do jeito que pinta,
nas noites de chuva ou na lua cheia,
amor bandido que triiina...
Que fale manso, que seja quente, gostoso tanto,
nos entrelaços que se enroscam e se atam;
por cima da cama, no chão, por cima do banco...
É língua na taça, é broa no forno, é esguicho
de jato que acalma o fogo,
é um fósforo que risca e incendeia de novo.
Para amar, não se tem receita...



Lívi@petitto