quarta-feira, 26 de maio de 2010

Monologando...


Eu busquei uma razão para viver e Deus me deu uma infinidade delas, para que eu não viesse a encontrar um motivo para dizer, que não me valeria a pena.
Eu procurei entender o porque de minha ânsia por querer alcançar a liberdade e Deus me ofertou o AMOR para que eu compreendesse que amar era a verdadeira razão para sentir-me livre, longe das presilhas que eu mesma criara.
Eu desejei saber o porque da dor, porque senti-la, quando tanto ela nos mutila e Deus mais uma vez me fez compreender, que sem a dor, eu jamais despertaria todos os meus outros sentidos e nem vida ofertaria aos meus sentimentos...
Eu me intrigava em querer saber, do porque teria que nascer, se um dia a morte haveria de acontecer e Deus me fez compreender, que sem a vida na carne, não haveria como suportar as dores, como também não haveria de experimentar todas as outras razões, visto que, sem passar pelos degraus da escolaridade, não teria como conhecer o patrimônio maravilhoso e lindo, que ele me fez digno de viver. Ele me fez compreender, que sem o gosto de minha boca, não poderia desfrutar do sabor da vida, tanto e quanto ela me representaria no balbuciar das palavras, a fala de todas as minhas sensações. Que sem a minha visão, eu não poderia atender a exclamação da existência, na razão mais simples de poder aprecia-la. Que através da minha audição, eu não haveria de ouvir meus próprios apelos e nem me dar a sensibilidade de ouvir aos apelos de outros meus irmãos; e, que pelas minhas vias respiratórias, eu não teria como sentir as essências externas, que me eram proporcionadas, através dos meus pulmões, injetando-me à vida pelo próprio perfume do oxigênio que eu exalava. Por fim e por mim mesma, acabei por compreender o porque do tato, do toque, do apalpar de minhas mãos, quando no seio de mãe eu já desfrutava do prazer desse calor, quando ela tão entregue, me afagava, sem palavras, falando de amor...
Mas eu ainda desejei ir mais longe, pela minha curiosidade de ser um ser pensante, onde se encontrava a válvula que me regia, que me proporcionava esse pensar e Deus me fez acreditar, que dentro desse meu corpo havia uma alma, sequiosa de amar. Que era ela um sistema inteligente, na forma automática de se [re]avaliar. Portadora de um sensório digno nos impulsos da busca do ir e vir, no potencial de saber ultrapassar os obstáculos.
Que essa alma traz em si, todas as suas envergaduras na capacidade mais plena, de encontrar em tudo, a graça de ser, no ser de si mesma, reconhecendo-se até mesmo no ser do outro. Que está nela toda uma fortaleza, de saber se conduzir no corpo que a habita, para o alcance das esferas mais sublimes, nas viagens constantes entre vidas...
E eu comecei a chorar... Foi quando Deus me disse ainda, que as lágrimas eram minhas emoções, que me faziam sensitivas e por fim reflexivas, na compreensão e aceitação de meus burilamentos interior e que isto era o princípio de tudo, quando a clareza de minha alma já começara a despertar e na vida acreditar...
E foi neste instante, que sorrir enxugando a minha face, compreendendo que sou lívre por AGIR e que a partir do REAGIR sem pensar, eu perco a minha ARTE e acabo por dar adeus, a minha real e total
LIBERDADE...


Lívi@petitto